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MAUS TRATOS

Polícia Civil investiga “abrigo do terror” em Curionópolis

17 Nov 2019 - 10h35Atualizado 17 Nov 2019 - 10h59Por Da redação
Polícia Civil investiga “abrigo do terror” em Curionópolis - Crédito: Reprodução/Internauta Crédito: Reprodução/Internauta

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar denúncias feitas por duas jovens a respeito dos maus tratos cometidos sobre animais do Abrigo Municipal de Curionópolis, conhecido pelos internautas como “Abrigo do Terror”.

O delegado Humberto Melo Junior, que responde pela Diretoria de Polícia do Interior da Polícia Civil, ressalta que o inquérito já está em andamento parar apurar todas as responsabilidades. “Na vistoria ao local nossas equipes constataram a gravidade desse fato denunciado amplamente nas redes sociais. Nós coletamos um grande volume de informações, com fotos e vídeos, e já instauramos o inquérito no qual será apurada a responsabilidade de todos os envolvidos”.

O caso

“Abrigo do Terror”. É assim que está sendo chamado, pela população de Curionópolis, o Abrigo Municipal para onde são levados cães e gatos retirados das ruas do município, no sudeste do Pará. Mantido pela Prefeitura Municipal, a situação chocante como são tratados e mantidos cães e gatos no abrigo veio à tona após a divulgação de vídeos feitos no local por duas jovens defensoras dos animais.

Nos vídeos, divulgados nesta quinta-feira, 14, nas redes sociais, causaram indignação e revolta em muita gente. Erica Diniz e Nilhya Santos mostram o descaso e a insensibilidade com a qual o município de Curionópolis trata os animais retirados da rua pela carrocinha.

Após a divulgação do vídeo nas redes sociais e a repercussão negativa, o secretário municipal de Meio Ambiente, Adalton Santos, divulgou também um vídeo feito no abrigo, tentando desmentir as jovens. No conteúdo publicado, ele mostra o local já limpo, sem fezes, e a vasilha dos animais com água e ração.

O abrigo

O abrigo foi aberto em 2017 pela Prefeitura de Curionópolis por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). O projeto previa medidas visando o controle de Leishmaniose, doença que alcançou diversos municípios da região sudeste do Pará. No ano seguinte, 2018, o Poder Executivo enviou à Câmara Municipal o projeto de lei regulamentando a apreensão de animais soltos nas vias e logradouros públicos da zona urbana, que foi aprovado e, assim, foi criado um abrigo municipal.

Fogueira da morte

A média de morte, segundo matéria publicada no site Correio de Carajás, é de cinco a seis animais por semana. Os corpos são queimados às proximidades do abrigo em fogueiras feitas com pneus e madeira. Parte dos corpos, que não são consumidos pelas chamas, ficam à mostra.

As cenas chocaram entidades e pessoas que cuidam de animais. Em Parauapebas, a presidente da Associação dos Amigos e Protetores dos Animais e do Meio Ambiente (Apama), Biancka De Lavor, se disse chocada com as cenas divulgadas nas redes sociais. “É revoltante e queremos uma explicação do município vizinho diante dessa situação e vamos denunciar o caso”, frisou Biancka.

Biancka disse ainda que a forma como os animais mortos estão sendo descartados não é o correto. Segundo ela, em Parauapebas os animais que sofrem eutanásia têm o corpo colocado em câmaras frias e depois são encaminhados para Belém, por uma empresa contratada, onde são cremados no crematório licenciado.

Nota de Esclarecimento

Em nota, a prefeitura de Curionópolis informou que o local funciona normalmente e tenta culpar as duas jovens pela repercussão negativa das atividades no espaço.

Leia na íntegra:

A Prefeitura Municipal de Curionópolis vem à público se pronunciar a respeito do vídeo fazendo graves acusações de maus-tratos à animais e divulgado nas redes sociais de maneira irresponsável, com objetivo de causar tumulto, pânico e revolta na população. Sobre o conteúdo veiculado a prefeitura esclarece que:

O prédio atualmente funciona como local de transição, recebendo unicamente animais em fase terminal, deixados no local pela comunidade carente, que se vêem sem condições de manter as necessidades básicas deles até o procedimento final de eutanásia. Os 16 animais ali alojados passaram por testagem sorológica positiva para leishmaniose, foram recebidos no local doentes e bastante debilitados, e estão alocados no prédio por um breve período, até o pleno cumprimento do protocolo para controle da doença, orientado pelo Ministério da Saúde. Em hipótese alguma, estão sofrendo maus-tratos ou privados dos cuidados necessários, do que pelo contrário, poderiam estar abandonados nas ruas, ingerindo restos de alimentos estragados, em frio ou calor, aumentando as chances de contaminação de leishmaniose à vida humana.

O prédio conta com o trabalho de dois funcionários, que executam suas atividades diariamente em horário comercial e são responsáveis por alimentar os animais, hidratá-los, higienizando e realizando a limpeza dos recintos. Além disso, recebem avaliação e acompanhamento de um veterinário em casos de medicação, regularmente.

O local ainda passa uma reestruturação, abrigando somente animais que oferecem riscos imediatos à saúde da população. Por este motivo, o prédio não é um lugar de reabilitação ou de destinação dos animais para adoção. Acolher os animais em fase terminal foi uma medida tomada, visando garantir em primeiro lugar, a segurança e o direito à saúde humana, e em seguida, para garantir os direitos básicos à alimentação, hidratação, medicação e abrigo provisório aos animais em seus últimos momentos de vida.

As pessoas responsáveis por realizar as filmagens, infringiram a lei, ao invadir o local, destruindo o patrimônio público e fora do horário de expediente, por volta das 6:30h, desacompanhadas dos servidores responsáveis pelo local, colocando em perigo suas próprias vidas. Publicaram intencionalmente o conteúdo sem oferecer o direito de resposta aos possíveis questionamentos.

A Prefeitura ressalta o compromisso de preservar primeiramente a saúde da população, diminuindo as chances de contaminação da leishmaniose, e repudia os atos irresponsáveis, com ideações políticas e despreocupados com os possíveis impactos à população.

Policiais Civis estiveram no abrigo para verificar de perto a real situação dos animais:

 

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