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28 Nov - 08h45
domingo, 28 de novembro de 2021

CONEXÃO CRISTÃ

A revolução do amor

17 Set 2019 - 09h00Por Márcio Moreira

Semana passada estava na Bienal do livro, quando me deparei com uma fila de autógrafos gigante e efusiva: o pastor Henrique Vieira estava recebendo os leitores durante o lançamento de ‘O Amor Como Revolução’, obra desse grande pensador do nosso tempo.

Uma mulher comentou com a outra: “Esse pastor é muito diferente. Fala de amor e de liberdade de uma maneira única. Nunca imaginei um pastor falando assim”, dizia ao que a outra respondia: “Vi ele a primeira vez numa entrevista de TV. A forma como ele falava de homofobia e de descriminação me chamou tanto atenção que nem lembrava que ele era pastor”, garantia.

Recebendo o carinho e autógrafo do pastor Henrique Vieira na Bienal do Livro 2019

Como cristão fiquei feliz e constrangido com tais afirmações. Se por um lado finalmente temos um verdadeiro representante do sentido do evangelho, falando do amor com empatia e humildade, por outro, há quanto tempo temos reforçado estereótipos que apenas desvirtuam o credo da nossa fé?

Foi aí que me veio à memória o último dia do Festival COMA, em Brasília, quando o time de produtores das bandas participantes, que bravamente enfrentaram aquela batalha de levar, durante 3 dias, música alternativa de qualidade para cerca de 30 mil pessoas, descansava no backstage onde eu estava.

Entre gírias e brincadeiras o assunto religião veio à tona e quando disse as duas palavrinhas mágicas “Sou evangélico”, o espanto foi geral e ninguém conseguia esconder a surpresa com a minha afirmação.

“Como assim, produção?” -disparou um. “Deve tá zoando!”- tentava amenizar a outra. O fato é que eu levara aquela maratona musical entre eles com a leveza de sempre, brincando, me divertindo e trabalhando com aqueles profissionais fantásticos sem distinção de orientação sexual, vícios ou virtudes.


Time do selo Slap nos bastidores do festival COMA 2019

Meu lineup de artistas era composto de Ney Matogrosso, Maria Gadú, Scalene entre outros, ou seja, na visão daquele time que também trazia Liniker, Francisco El Hombre, Kafé, entre outros nomes da cena alternativa, o que um “crente” fazia ali?

Rapidamente decretei o meu amor por Jesus como motivo central da minha opção religiosa e reafirmei meu compromisso com o próprio amor como uma decisão definitiva e que norteia minhas escolhas e modo de agir, sem julgamentos, sem preconceitos, longe dos esteriótipos de “crente” aos quais aquelas pessoas estavam acostumadas a lidar.

Desde que trabalhei os Novos Baianos, em 2016 e passei a conviver com Baby do Brasil de perto, vejo a intrepidez e a simplicidade com a qual ela prega Cristo, onde e quando ela pode, sem distinguir o público para quem ela fala e sempre transbordando amor, é claro... Como aprendo com ela!


Com Baby do Brasil nos Bastidores da turnê dos Novos Baianos 2017

A ficha caiu. Faço parte de um movimento evangélico silencioso, mas poderosamente transformador. Que nutre como princípio basilar o amor ao próximo mais genuíno. Aquele que respeita, tolera, suporta. Que vê no espelho de Jesus um Deus possível, humano e acessível, diferente do deus vingativo e julgador a que a grande massa serve.

Entendi que nem Pastor Henrique, nem Baby, nem eu somos anomalias de uma religião falha, mas a regra a uma exceção que conseguiu encontrar no evangelho a verdadeira oportunidade de redenção por meio do amor, aliás, de que vale a retidão sem o amor? De que vale a santidade ou a pureza sem ele?

Meu relacionamento é com um Deus cujo maior ensinamento foi o seu amor por todos, sem exceção e não comungo com nenhuma crença que não tenha espaço para o religare, termo do latim que significa ligar novamente no sentido de retornar às origens, ou seja, ao criador.

Torço por um futuro breve onde as pessoas não se espantem com um evangelho que é filho do amor, irmão da tolerância e pai de toda a liberdade... Amém?

 

CURTA CONEXÃO

O Amor Como Revolução


Neste relato inspirador, o pastor Henrique Vieira reflete sobre o poder renovador do amor, que se traduz em atitudes generosas com o próximo e que pode ser uma força poderosa na construção de uma sociedade mais justa e livre de preconceitos. "O amor não é destino, sorte e não pode ser uma idealização, ele é acima de tudo um caminho que se percorre, uma decisão e uma forma de se viver." Aos dezesseis anos, Henrique Vieira percebeu que a vida nem sempre segue o planejado. Uma inesperada e significativa perda visual alterou radicalmente sua rotina e expectativas para o futuro. Do encontro com a dor vieram as primeiras reflexões sobre o sentimento de desamparo e de solidão do ser humano. Expectativas ilusórias, frustrações cotidianas, desejos reprimidos, tudo isso pode alimentar o ódio e impedir uma vivência mais plena e feliz. Aceitar que os conflitos fazem parte de quem somos pode, paradoxalmente, nos tornar capazes de ações potentes de amor. Para isso, é necessário um exercício de autoaceitação. Acreditando no potencial revolucionário dos pequenos gestos e das ações cotidianas, Henrique compartilha suas experiências com o leitor: a prática pastoral desde muito jovem, a arte da palhaçaria, a atuação como vereador na cidade de Niterói, as brincadeiras da infância, as lembranças dos avôs, a escola. Para tal, também recupera histórias dos Evangelhos, utilizando as palavras e a trajetória de Jesus como inspiração e meio de comunicação. O amor como revolução é um desafio necessário em nossos tempos, é um chamado para transformarmos o amor em atitudes concretas que ultrapassam nossa própria existência.

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