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segunda, 21 de setembro de 2020

Rolê Científico

Atualizações sobre a Covid-19: Novos surtos e problemas neurológicos associados a doença

No contexto da pandemia, novas informações surgem rapidamente. Nesta semana falamos de dois assuntos, o surgimento de novos casos e problemas neurológicos causados pela Covid-19.

20 Jun 2020 - 09h00Por Giovanni Palheta e Yuri Willkens

Fala galera!

Neste cenário de pandemia com um vírus novo, ainda temos dúvidas sobre como a Covid-19 age no corpo das pessoas infectadas e quais sintomas são realmente atrelados a doença. Além disso, os vírus são dinâmicos e estão em constante mudança, é por isso que a qualquer momento novas informações podem surgir. E por falar em informações novas, algumas descobertas foram feitas nas últimas semanas que nos dão novas dimensões da dinâmica da doença.

 

Primeiro, novos focos de Covid-19 surgiram em alguns países

A China está passando por novos focos de Covid-19 e aparentemente isso está relacionado com mudanças que estão ocorrendo nos vírus, desta vez os registros de transmissão foram feitos nas provínciais de Heilongjiang e Jilin no nordeste do país. Os governos locais reagiram estabelecendo medidas de isolamento social. Em Pequim, capital do país, seis grandes mercados foram fechados.

De acordo com médicos do país que acompanham todos os surtos desde o começo da pandemia, há pacientes que parecem carregar o vírus por mais tempo no organismo e que levam mais de duas semanas para começar apresentar sintomas. Em nossa última coluna falamos justamente da dificuldade em se diferenciar assintomáticos e pré-sintomáticos, nesse contexto, essas novas informações são preocupantes, pois significam maior demora no tratamento e na cura para essas pessoas, e mais dificuldade em rastrear e isolar os casos. 

Além da China, outros países que tentaram retomar suas atividades tiveram que voltar a considerar medidas restritivas após novos aumentos de infecções. A Índia bateu recorde de casos diários, os Estados Unidos têm hospitais lotados em seis estados e aqui, na América Latina, somos um novo epicentro da doença, com o Brasil atingindo a simbólica marca de 1 MILHÃO de casos e 50 MIL mortes no total, desde o começo da pandemia. Apesar de termos mais de 540 mil pessoas recuperadas, nossos números são altíssimos; no mundo, só perdemos para os Estados Unidos que ultrapassam 2 MILHÕES de casos e mais de 120 MIL mortes.

O surgimento desses novos focos levantaram ainda mais as hipóteses de uma segunda onda de contágio do coronavírus, principalmente para nós, negligenciados pelo governo e com a execução de medidas muito brandas. Estamos vivendo retomadas prematuras de algumas atividades, porém, de acordo com especialistas da OMS, esses novos casos não significam necessariamente uma segunda onda da pandemia. Podem existir casos esporádicos que, ao serem investigados, levam a novos focos como os eventos de contágio em massa em ambientes fechados, e os que passaram batidos e não foram identificados antes.

Tecnicamente, para um novo aumento de casos depois da estabilização, seria mais correto falar de um "segundo pico", o que não elimina o risco de ressurgimento da pandemia mais adiante. Mesmo considerando a subnotificação dos casos, a maior parte da população ainda continua tendo o risco de contrair o vírus, e se simplesmente voltarmos para as ruas e fingirmos que o vírus não existe, teremos o aumento do número de infectados.

 

Segundo, distúrbios neurológicos podem estar associados à Covid-19

Na atual situação, sabemos que o novo coronavírus ataca principalmente o nosso sistema respiratório como a traqueia, pulmões, brônquios, bronquíolos e alvéolos. Em casos graves, quando uma pessoa está infectada, o vírus pode chegar aos alvéolos pulmonares, que são os sacos de ar que fazem as trocas gasosas e a oxigenação do sangue – hematose. Nesse caminho, o vírus ataca as células do trato respiratório, ocasionando uma reação exagerada dos anticorpos que combatem de forma agressiva o intruso. Quando isso ocorre, gera inflamação, falta de ar e a necessidade de respiração mecânica, sendo potencialmente fatal.

Estrutura do sistema respiratório

Em evidência os alvéolos pulmonares que podem ser acometidos pela Sars-CoV-2

Além dos sintomas comumente ligados aos vírus respiratórios, foi observado que o novo coronavírus pode trazer outros tipos de sintomas e atingir rins, fígado, coração, intestino e até o cérebro. Existem evidências importantes que sugerem que a SARS-CoV-2 pode trazer complicações neurológicas, isto é, complicações no nosso sistema nervoso. Depois de serem confirmados alguns casos, um artigo publicado por pesquisadores brasileiros discute a possibilidade da doença causar os distúrbios neurológicos de forma direta e também a possibilidade de agravar sintomas preexistentes.

Essa afinidade pelo sistema nervoso (ou neurotropismo, como chamam os cientistas), não é exclusiva do novo coronavírus. Há casos relacionados com os vírus da gripe, da dengue e também do Zika vírus, que causou o surto de 2015 no Brasil, ele estava ligado ao nascimento de bebês com tamanho do cérebro e da cabeça reduzidos – microcefalia.

Casos de encefalite e da síndrome de Guillain-Barré, foram relacionadas a pessoas acometidas pela Covid-19 segundo algumas evidências. A síndrome é muito rara e atinge em torno de duas a cada 100 mil pessoas em circunstâncias normais. Porém, no contexto da pandemia, com um número de casos de Covid-19 muito alto, a probabilidade de aparecerem casos como esse aumenta. Essa síndrome ocorre quando o sistema imune ataca os nervos do próprio organismo, podendo gerar fraqueza muscular e paralisia.

Mas calma, não entre em pânico! Se você leitor  teve Covid-19 e está sentindo sintomas estranhos, saiba que os sintomas podem sim permanecer por algum tempo no corpo mesmo depois da cura, isso é frequente, e provavelmente é seu corpo ainda se recuperando da doença ou dos efeitos colaterais de algum medicamento. Ressaltamos que esses problemas neurológicos provocados pelos vírus são raros, até mesmo os relacionados ao coronavírus. Até o momento, não há motivo para preocupação e com a possibilidade do novo coronavírus provocar o aumento relevante de distúrbios neurológicos. Sabemos que pode acontecer, mas não em quais condições ou como isso ocorre. Para entender melhor como o vírus pode atuar no sistema nervoso central, alguns estudos estão em andamento, até mesmo em universidades brasileiras. Os estudos acompanharão os pacientes que já tiveram a doença afim de verificar se existem chances deles desenvolverem complicações neurológicas a médio e longo prazo.

O resto vocês já sabem, fiquem calmos e se puderem fiquem em casa!

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