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19 Nov - 08h29
segunda, 19 de novembro de 2018
ESTRATÉGIA

Comando da campanha de Bolsonaro repensa próximos passos

Com presidenciável internado, apoiadores do candidato mostram preocupação

14 Set 2018 - 07h19Por Da Redação
Integrantes do PRTB querem o general Mourão como substituto do cabeça de chapa - Crédito: Google/ReproduçãoIntegrantes do PRTB querem o general Mourão como substituto do cabeça de chapa - Crédito: Google/Reprodução

A cirurgia de emergência de Jair Bolsonaro (PSL), realizada ontem à noite, levou os aliados do presidenciável a reavaliarem as estratégias de campanha durante o período de internação dele. No grupo, apesar da torcida pela definição da corrida eleitoral estar ainda no primeiro turno, a preocupação se volta para a segunda etapa do pleito.

Primeiro, pelos altos índices de rejeição do deputado federal. Depois, pela possibilidade de ele permanecer no hospital por um período maior do que o previsto inicialmente. Em meio ao debate interno, fica exposta a divisão dos correligionários mais próximos do capitão reformado do Exército.

A dificuldade é sobre como fazer uma campanha intensa com o presidenciável no hospital, longe das ruas e dos debates - costumeiramente decisivos no segundo turno, colocando frente a frente os dois candidatos restantes na disputa.

- É claro que é uma preocupação, mas essa campanha é tão insólita que deixar o púlpito vazio ou mesmo fazer transmissões de vídeo-conferências do hospital pode criar uma simpatia única e arrasadora em favor de Bolsonaro - aponta um dos integrantes da tropa de estrategistas de Bolsonaro, que defende a não substituição do presidenciável por um aliado, por exemplo, o vice na chapa, general Hamilton Mourão.

Em São Paulo, na frente do hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro está internado, o coordenador da campanha, Major Olímpio, disse que a ausência do presidenciável dificulta grandes atos de rua. - Não temos essa capacidade de levar milhares de pessoas às ruas, como é característica e força de Jair, mas vamos levar a mensagem - diz Olímpio, fazendo referência a ele mesmo, a Mourão e ao filho de Bolsonaro, Eduardo. O deputado chegou a defender a participação do general para substituir o parlamentar na campanha, o que revela desacordos em relação à estratégia a ser seguida.

Com informações do Correio Braziliense.

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