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16 Nov - 09h22
sexta, 16 de novembro de 2018
ELEIÇÕES 2018

Por que as mulheres estão se unindo contra Bolsonaro?

12 Set 2018 - 05h00
Por que as mulheres estão se unindo contra Bolsonaro? -

Dizem que se as mulheres fossem mais unidas até uma guerra poderia ser vencida. É o que está acontecendo nas redes sociais. Dentro de três dias mais de 1 milhão de mulheres uniram forças para lutar pelo mesmo objetivo: impedir que Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito presidente da República.

Depois do ataque ao candidato, muitos eleitores ficaram aterrorizados com a ideia de que Bolsonaro acabasse se beneficiando do fato para ganhar mais votos. Daí foi criado no Facebook um grupo, fechado, de discussões “Mulheres contra Bolsonaro”. Só pode fazer parte quem é convidada ou aceita pelas administradoras

A ideia que está sendo disseminada é que no primeiro turno, as “manas” votem em quem quiserem, menos no candidato do PSL. E, caso ele vá para o segundo turno, votem no seu adversário, seja quem for.

Trata-se de uma matemática fácil de entender. Juntas, as mulheres somam 52,5% do eleitorado brasileiro. Sendo assim, se a maioria cumpri o combinado, já dá para impedir a vitória do presidenciável. Segundo a última pesquisa Datafolha, a rejeição ao candidato cresceu nos últimos dias – principalmente entre elas: 41% não votariam de jeito nenhum nele.

O ranço pelo candidato não é por acaso.  Na verdade, trata-se de um repúdio às declarações misóginas do candidato, já que ele não pensa duas vezes antes de atacar as mulheres. Em 2014, no plenário da Câmara, falou à deputada federal Maria do Rosário que ela “não merecia ser estuprada”. E se justificou, depois, em entrevista: “muito feia; não faz meu tipo”.

Em outro momento, num quadro do extinto programa CQC, Preta Gil perguntou a ele o que faria se o filho se apaixonasse por uma negra. “Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu.

Também chegou a chamar Dilma Rousseff de homossexual – “se teu negócio é amor com homossexual, assuma” – e a criticou por indicar uma “sapatona” para a Secretaria de Políticas para Mulheres.

Referindo-se aos próprios filhos, declarou em abril de 2017: "Tenho cinco filhos. Quatro foram homens e na quinta dei uma fraquejada."

A surpresa com o crescimento foi tamanha que as mulheres já estão falando em se reunir fora das redes – em eventos reais e presenciais organizados em cada estado. Outra ideia é escrever uma carta de manifestação contra o presidenciável.

 

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