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FIM DO EUTROPISMO!

Exclusivo! Eutrópio avalia passagem pelo Paysandu e fala das críticas: 'Não vai apagar o meu passado'

Treinador abordou ainda o 'processo' de mudanças no elenco e disse seguir na torcida pelo acesso à Série B

27 Jul 2021 - 11h45Atualizado 27 Jul 2021 - 11h49Por Junior Cunha
Exclusivo! Eutrópio avalia passagem pelo Paysandu e fala das críticas: 'Não vai apagar o meu passado' - Crédito: Jorge Luís Totti/Paysandu Crédito: Jorge Luís Totti/Paysandu

Após deixar o Paysandu na noite dessa segunda-feira, 26, o técnico Vinícius Eutrópio bateu um papo, exclusivo, com o Portal Roma News e avaliou o período de quase três meses em que esteve no comando técnico do clube. Em nove jogos, o treinador conquistou três vitórias, quatro empates e duas derrotas. 

Eutrópio iniciou a conversa falando que tudo o que precisava ser feito dentro de campo, foi executado com sucesso. Segundo ele, a diretoria já estava ciente que mudanças precisavam ser feitas no elenco e que haveria um tempo para que sua forma de jogo e seus conceitos táticos fossem implantados no Paysandu. "É um processo de mudança. Sabíamos disso. Uma metodologia completamente diferente. Não que o outro treinador (Itamar Schulle) esteja certo ou errado, mas era uma metodologia diferente no modo de trabalhar e também em termos de conceitos táticos. Encontrei uma equipe que tinha acabado de ganhar um campeonato (Parazão), mas que vinha de um momento tecnicamente ruim. E aos poucos fui colocando a minha forma (de trabalhar) dentro de um campeonato mais forte, com um elenco que precisaria de transformação. Isso era sabido por todos, pela direção, Ítalo (Rodrigues, então executivo de futebol do Paysandu), que tínhamos que reforçar o time, já que a gente almejava coisas maiores. Isso foi feito aos poucos. Perdemos quatro atacantes (Gabriel Barbosa, Igor Goularte, Ari Moura e Nicolas). Isso (contratações) tenha até demorado um pouco, mas por critério, fomos trazendo alguns jogadores de ataque, fomos fortalecendo o nosso modo de jogar. O clube passa por alguns problemas estruturais, mas que no dia a dia a gente resolvia sem o menor problema. Ao longo do processo todo era isso. Melhorar e mudar a forma de jogar", disse.

Embora grande parte da torcida batesse na tecla do "padrão de jogo" do time, Eutrópio afirmou que o Paysandu tinha um modo bem definido de atuar nas partidas. Segundo ele, um dos problemas que sempre foram observados pela comissão técnica era no último passe para concluir as jogadas, já que "todo o processo" de construção de jogo estava acertado. E essa busca por ajustar o passe final estava "bem no meio" da execução. 

"Nós conseguimos ter um padrão de jogo, com uma média de 15 a 16 finalizações por jogo. Coisa difícil dentro ou fora de casa. Detectamos, como todos, uma deficiência no último toque para fazer os gols, já que estávamos conseguindo fazer todo o processo da bola chegar ao ataque. Estávamos bem no meio desse processo. Tudo que tinha que ser feito, foi feito. Qual era o modelo que você não conseguiu enxergar? Qual eram as mudanças e o sistema que nós usamos nos seis primeiros jogos? Porque aí eu posso te responder. Não foi (o esquema 4-3-3). Na final (do Parazão) não jogamos no 4-3-3 e eu nem era o treinador. Já se tem uma visão errada. Foi no 4-1-4-1. Eu mantive depois. Temos quatro, cinco analistas, acho que tenho alguma experiência de mercado, tenho uma capacidade relativamente boa. Já estava ali mostrado (o padrão de jogo). Usamos vídeos, uma série de coisas".

Críticas 

Desde que foi anunciado pelo Paysandu, no final de maio, Vinícius Eutrópio vinha sofrendo com as críticas por parte da torcida. Críticas essas que foram motivadas pelo histórico recente do treinador. Antes de chegar ao Papão, ele havia vencido apenas seis jogos nos últimos três anos. E conforme os jogos da Série C foram passando, as reclamações dos torcedores foram aumentando. Porém, para ele isso era "natural". Aos 55 anos, Eutrópio ressaltou que essas críticas não vão "apagar o passado" que ele construiu no futebol brasileiro e mundial. Ele conta que quanto mais reclamações vinham, mais ele procurava trabalhar e focar na busca pelo resultados. 

"Eu só recebo critica de forma natural e triste no sentido de ser falso, porque a crítica que veio para mim foi de um treinador que não tinha resultados. Se eu pegar meus títulos, como coordenador (técnico), por exemplo, no Athletico, foram mais de 30. Talvez seja o bastante. Isso só em seis anos de Athletico. Copa do Brasil, que participei como treinador e coordenador do Fluminense, duas vezes vice da Libertadores, Sul Americana, acesso em Portugal, Figueirense campeão, Joinville campeão, Chapecoense também. Então, uma pessoa que fala um negócio desse (críticas por resultados recentes), eu não tenho que me preocupar. Isso não vai apagar o seu passado. Não posso perder tempo com uma coisa que foi plantada, infelizmente, de forma errada. Por outro lado foi bom, porque se a pessoa entrar lá e ver o meu currículo, vai falar 'nossa, falei isso e o cara tem todo esse extenso currículo'. Procurei trabalhar e focar, o que fiz todos os dias".

Decisão de quem?

Internamente a saída de Vinícius Eutrópio já vinha sendo cogitada há, pelo menos, duas semanas, como divulgou o Portal Roma News no dia 13 de julho. Naquele momento, segundo apuração da reportagem, somente duas pessoas "seguravam" o treinador no comando do time. E uma dessas pessoas era justamente o presidente Maurício Ettinger. Agora com a saída mais do que confirmada, Eutrópio contou que a decisão partiu da direção bicolor. Ele relembra por onde passou e espera que Roberto Fonseca, novo treinador do Paysandu, possa dar sequência ao trabalho iniciado por ele. 

"A decisão (de saída) partiu da diretoria do Paysandu. São coisas que a gente... O que eu vim fazer aqui, eu fiz. Volto a dizer, todas as mudanças que deveriam ser feitas, foram feitas diariamente. Trabalhamos 24 horas por dia. Uma equipe grande trabalho. Tenho que ressaltar isso. Passei pro Athletico Paranaense por seis anos, Fluminense por três anos, Seleção da África do Sul, trabalhei com (Carlos Alberto) Parreira por vários anos. A comissão técnica do Paysandu e o trabalho que vem sendo feito diariamente é um trabalho de excelência. As pessoas podem ficar orgulhosas do que a diretoria montou e dos profissionais que tem no clube. Era esse o caminho. Eu acreditava num processo, tanto que vim para cá. Eu tinha outras propostas, inclusive de Portugal, mas acreditei e vim para cá. Continuo acreditando, dizendo que dá por causa de todo o caminho. Existem processos a serem feitos. As coisas não acontecem de um dia para o outro. Espero que o Roberto (Fonseca) seja muito feliz e dê sequência no trabalho. Não vejo outro caminho para o Paysandu, do jeito que está sendo traçado, que não seja a classificação e depois o acesso, principalmente com o time forte agora que foi montado nessa virada de turno".

Ambiente 

Se dentro de campo - em resultados - o trabalho de Vinícius Eutrópio vinha sendo contestado, internamente com o grupo de jogadores o ambiente era bom. O treinador relatou à reportagem que alguns jogadores chegaram a pedir aos diretores pela permanência dele no cargo. 

"Deixo um ambiente maravilhoso. Tive o privilégio de trabalhar com grandes jogadores. É um grupo muito fechado. Os jogadores pediram por mim. Fiquei sabendo disso. Vários deles foram na diretoria falaram isso. Mostra como o grupo estava fechado, o ambiente bom. A comissão técnica é de excelência. O clube carrega o peso do rival (Remo) está na Série B, pelos dois anos que bateu na trave. Sempre brinquei que o Paysandu não pode ser adversário dele mesmo. E por essa ansiedade, acaba sendo adversário dele mesmo. Se você olhar os números e os aproveitamentos, são maiores que todos os anos anteriores. Vai dar certo. Já está no caminho certo. Sigo na torcida porque o Paysandu merece", finalizou.

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