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ENTENDA

Pessoas com "tripofobia" estão revoltadas com o novo iPhone 11 Pro

12 Set 2019 - 08h15Atualizado 12 Set 2019 - 08h32Por Da Redação
iPhone 11 - Crédito: DivulgaçãoiPhone 11 - Crédito: Divulgação

Centenas de usuários de smartphones afirmam que o design do novo iPhone, o iPhone 11, provocou "tripofobia" - aversão à visão de grupos de pequenos buracos. A situação tem sido encarada com seriedade na web e viralizou desde o anúncio do lançamento do aparelho.

"A Apple não pensou em nós que temos TRIPOPOBIA ao fabricar o iPhone 11 Pro. Eu não posso comprá-lo, sentiria coceira o tempo todo, sempre que olhasse para ele", reclamou um usuário no site da empresa.

O termo "tripofobia" foi cunhado pela primeira vez em 2005 no fórum online Reddit e desde então se tornou amplamente comentado nas mídias sociais. A atriz de American Horror Story, Sarah Paulson, e a modelo Kendall Jenner estão entre as que dizem ter essa condição.

O cientista da visão Dr. Geoff Cole, da Universidade de Essex, fez parte do primeiro estudo científico completo sobre tripofobia, trabalhando com seu colega, o professor Arnold Wilkins. "Todos nós temos um pouco disso, é apenas uma questão de intensidade", disse Cole à BBC News.

O Dr. Cole e um companheiro de estudos dele, Prof essor Wilkins, relataram testemunhos de algumas pessoas que vomitaram e outras que disseram que não poderiam trabalhar por vários dias depois de diagnosticadas com a tripofobia. "Pode ser bastante incapacitante", acrescentou Wilkins.

Sintomas


Biscoitos com pequenos buracos podem causar náuseas em quem tem "tripofobia" (foto: divulgação)

A tripofobia não é reconhecida oficialmente, pois não pode ser diagnosticada, mas foi analisada por Cole e seus colegas. Os cientistas estudaram 286 adultos e descobriram que 16% reagiam com aversão a padrões repetitivos, tendo até reações fisiológicas como o aumento dos batimentos cardíacos. Alguns manifestaram arrepios. Outro paciente disse que as imagens "davam-lhe náuseas e tremores".

Arnold Wilkins e Geoff Cole, os pesquisadores que realizaram o estudo, pensam que essas reações podem ser parte de um mecanismo de defesa. Isso porque há muitos animais potencialmente letais, como aranhas e cobras, que têm marcas similares. A aversão seria uma adaptação evolutiva ligada à preservação individual.

Com informações da BBC News.

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