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NO PARÁ

Ciência e tecnologia são base para o desenvolvimento da Pecuária Verde

11 Nov 2021 - 18h04Atualizado 12 Nov 2021 - 19h06
Fazenda Guarani apostou no melhoramento genético para obter melhores resultados - Crédito: DivulgaçãoFazenda Guarani apostou no melhoramento genético para obter melhores resultados - Crédito: Divulgação

Quando ciência e tecnologia andam juntas o resultado são práticas inovadoras e sustentáveis em diversas áreas de atuação. Na pecuária não é diferente. Novos modelos de negócio que trazem benefícios ao meio ambiente, mais do que uma tendência de mercado, são uma realidade no Pará, que por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), vem adotando iniciativas para desenvolver pesquisa agropecuária e a difusão e Transferência de Tecnologia (TT).

Entre os produtores, a relação ciência e pecuária já apresenta resultados. Felipe Balestreri, gestor de produção da Fazenda Guarani, é um dos que apostou na inovação tecnológica e trouxe novas soluções para o rebanho da Fazenda Guarani, em Paragominas. Há 26 anos, o grupo desenvolve o melhoramento genético do rebanho bovino, em busca do aumento da produção. Mas há oito é que, de fato, tudo começou a mudar. “Tínhamos resultados medianos e poucos animais realmente superiores no rebanho, apesar de usar os melhores touros e as melhores ferramentas de manejo existentes no momento. O grande diferencial foi usar as informações de maneira técnica, científica e inteligente e assim os resultados vieram de forma assustadora. Os resultados mais impactantes começaram depois do ingresso da fazenda no Programa de Melhoramento. O que nos motivou foi a busca incansável por resultados produtivos melhores”, afirma Balestreri.

O processo de melhoramento genético tem início com o uso inteligente das informações levantadas, por meio de avaliações visuais e pesagem dos animais. O primeiro passo é ter todas as informações fenotípicas das fêmeas, também chamadas de matrizes, para fazer o acasalamento dirigido. Um sistema conecta características a serem melhoradas e usam o que a matriz tem de desejável e que o touro não tem. No dia do nascimento do bezerro é realizada a pesagem, para poder manter o tamanho controlado, além de verificar se nascem com facilidade e sem problemas de distocia.

“Aos sete meses de idade é o momento da desmama, e é realizada a primeira avaliação visual pelo técnico especialista em melhoramento genético do Programa Cia de Melhoramento. Nesse momento, os bezerros são pesados em jejum de 12 horas, avaliados e dadas notas de 1 a 5, nas características de Conformação, Precocidade, Musculatura e Umbigo. Aos 16 meses, esses animais são avaliados novamente e pesados. Todas essas informações são enviadas ao banco de dados e é gerado um ranking dos 20% melhores animais considerados superiores. Eles recebem o Certificado Especial Identificação e Produção (CEIP), documento emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Antes de emitir o CEIP para os touros é realizado o exame de genotipagem em 100% dos animais, para confirmar a superioridade e capacidade de transmissão daquelas características para seus filhos, além de confirmar a paternidade”, explica Felipe.

O melhoramento genético de pastagens para desenvolver alimentos mais digestíveis para os animais e o melhoramento genético dos animais, que permite o abate precoce, estão entre as estratégias do Brasil para reduzir a emissão de gás metano pela pecuária. Na última semana, o Brasil foi uma das nações que aderiram ao compromisso global para redução das emissões de metano durante a COP 26, em Glasgow.

Pecuária Verde

O uso da tecnologia possibilitou não somente a mudança no modo de produção, mas uma nova percepção quanto à atividade, tornando-a mais sustentável, a chamada Pecuária Verde. “Cada vez mais o produtor tem avançado nesse conceito de trabalhar de forma sustentável  com a intensificação dos sistemas produtivos, soluções para o bem estar animal, adoção de práticas como a  integração lavoura-pecuária, de uma forma que ele consegue tornar a propriedade rentável, adotando o modelo sustentável, otimizando o uso da terra, mas também com essa preocupação do equilíbrio com o meio ambiente, de não desmatar e não ampliar a sua área aberta”, explica o superintendente regional do Banco da Amazônia (Basa) no Pará e Amapá, Edmar Bernaldino.

A instituição é uma das que fomenta a Pecuária Verde, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) através da Linha FNO Amazônia Rural Verde, uma linha de crédito sustentável voltada para atender os empreendimentos rurais em suas necessidades de custeio quanto de investimentos. Para ter acesso nesta linha, o produtor deve realizar práticas sustentáveis em sua propriedade. A Recuperação de área degradada, reforma de pastagens, implantação e melhoramento de sistemas no plantio direto, utilização de energia com fontes renováveis são algumas das opções. A adoção destas práticas  trará muitos ganhos e benefícios ao produtor conseguindo produzir ainda mais.  Com ela, o produtor vai “conseguir ter muito mais ganho de produtividade na mesma área, aplicando o uso de tecnologias inovadoras, práticas sustentáveis, manejo  adequado dos animais incluindo também o rotacionamento de pastagens”, exemplifica Bernaldino.

No caso da Fazenda Guarani, o apoio do Basa foi fundamental para realizar os investimentos que permitiram aumentar a lotação e o desempenho individual dos animais, por meio da implantação de Áreas de Integração Lavoura-Pecuária e do sistema de “sequestro”, capaz de manter a lotação na seca e ainda ter desempenho animal. Além disso, o banco também apoiou a aquisição de um rebanho com mais de 17 anos de seleção genética, o que ajudou a dar mais robustez ao projeto.

“Um dos nossos pilares é a sustentabilidade”, acredita Balestreri, por meio do uso dos recursos de forma mais eficiente, encurtando os ciclos produtivos com a Precocidade Sexual, de Ganho e de Terminação. Com a Precocidade Sexual, a Fazenda Guarani conseguiu antecipar a idade do primeiro parto, em média, seis meses antes do que era. Em alguns animais, a antecipação foi de até 12 meses. Já as Precocidades de Ganho e de Terminação possibilitaram abater animais de 26 meses, em média, com mais de 23 arrobas e até 56,8% de rendimento de carcaça quente. “Dessa forma, usando muito menos capim, sal mineral, água, mão de obra e recurso financeiro e entregando bezerros e carcaças prontas ao longo dos anos”, detalha o gestor de produção da Fazenda Guarani.

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