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Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 03:04
A recente captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, por forças dos Estados Unidos, reacendeu um intenso debate internacional sobre limites jurídicos, soberania nacional e ingerência estrangeira. Embora o regime de Maduro seja amplamente reconhecido por práticas autoritárias, violações de direitos humanos e crimes cometidos contra o próprio povo venezuelano, a forma como a ação foi conduzida levanta sérias preocupações no campo do direito internacional.
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Para o advogado criminalista e eleitoral, Bernardo da Luz, é fundamental separar os fatos. “A ditadura venezuelana é grave, criminosa e responsável por um sofrimento incalculável à sua população. No entanto, isso não legitima uma invasão estrangeira. A captura de um chefe de Estado por outro país, à margem de organismos internacionais, é juridicamente inaceitável”, explica.
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No Brasil, o episódio vem sendo utilizado como combustível para disputas políticas internas, especialmente em um ano eleitoral. Segundo especialistas, há o risco de o tema ser explorado como um verdadeiro picadeiro político, aprofundando a polarização e tensionando ainda mais o ambiente social.
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“Usar um conflito geopolítico dessa magnitude para alimentar narrativas eleitorais é extremamente perigoso. Isso gera um ambiente de beligerância, radicaliza discursos e enfraquece o debate democrático, algo nada saudável para a sociedade brasileira”, alerta Bernardo da Luz.
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Apesar do cenário de incertezas, a expectativa é que o povo venezuelano possa, enfim, encontrar caminhos para a liberdade, reconstruir suas instituições e usufruir da riqueza do próprio país, hoje comprometida por anos de autoritarismo e crise econômica.
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A comunidade internacional observa, agora, com atenção, como o mundo reagirá à ação dos Estados Unidos, quais serão as consequências diplomáticas e jurídicas do episódio e se haverá espaço para soluções que respeitem o direito internacional, a soberania dos povos e a paz global.
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