CASO YASMIN: Justiça marca júri popular de empresário após quase cinco anos da morte da influenciadora

Julgamento será realizado no dia 25 de agosto de 2026, às 8h, no Fórum Criminal de Belém

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 16:52

Justiça marca júri popular de empresário após quase cinco anos da morte da influenciadora
Justiça marca júri popular de empresário após quase cinco anos da morte da influenciadora Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O julgamento de Lucas Magalhães, acusado pela morte da influenciadora Yasmin Cavaleiro de Macêdo, já tem data, horário e local definidos. O empresário será submetido a júri popular no dia 25 de agosto de 2026, às 8h, no Fórum Criminal de Belém.

A definição ocorre após o esgotamento dos recursos apresentados pela defesa nas instâncias superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, o processo retorna à 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital, onde o réu responderá por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado morte, além de fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.

“Ele não teme a lei”

A marcação do julgamento acontece quase cinco anos após a morte da jovem, registrada em dezembro de 2021. Para a família, a data representa o fim de uma longa espera.

Emocionada, a mãe da influenciadora, Eliene Fontes, afirmou que a expectativa é de que os fatos sejam esclarecidos durante o júri. “O que a gente espera é que a verdade seja esclarecida. Que de fato o que aconteceu naquela noite, que até hoje eles não souberam nos explicar, seja desvendado. Uma hora falam uma coisa, outra hora falam outra.”

Ela destacou que a acusação se baseia em uma sucessão de condutas consideradas imprudentes. “O que se espera é que ele venha a pagar pelos crimes que cometeu. Foi o homicídio por dolo eventual: a irresponsabilidade, a negligência, a falta de colete salva-vidas, o horário fora do permitido, a lancha superlotada e o uso de arma de fogo sem porte. Ele estava pilotando sem habilitação (Arrais) e embriagado.”

A mãe também criticou a postura do empresário após a concessão de liberdade provisória, em 2023. “Nada trará Yasmin de volta, mas ele, pelo menos, não terá oportunidade de fazer a mesma coisa com outras jovens. Nem as medidas cautelares ele cumpriu depois que saiu da prisão em 2023. Continuou fazendo coisas irresponsáveis e vai continuar fazendo, porque ele não teme a lei de maneira nenhuma.”

A redação do Roma News entrou em contato com a defesa de Lucas Magalhães e aguarda posicionamento sobre o caso.

Relembre o caso

Yasmin desapareceu no dia 12 de dezembro de 2021, durante um passeio de lancha no Rio Maguari, em Belém. O corpo foi encontrado no dia seguinte.

Segundo as investigações, o proprietário da embarcação teria efetuado disparos de arma de fogo durante o passeio e alterado a estrutura da lancha antes da realização da perícia técnica, o que embasou a acusação de fraude processual.

Com o júri marcado para agosto de 2026, o caso volta a mobilizar a sociedade paraense, que aguarda o desfecho judicial de um episódio que gerou grande repercussão no estado.