Publicado em 18 de novembro de 2025 às 09:12
A movimentação intensa da COP30 não ficou restrita ao chão. No céu de Belém, a Polícia Federal vem travando uma verdadeira operação para conter o uso irregular de drones em áreas sensíveis da cidade. Entre 31 de outubro e 15 de novembro, nada menos que 2.270 aeronaves não tripuladas foram detectadas operando sem autorização. Dessas, 184 tentaram voar em zonas completamente proibidas e foram bloqueadas antes de causar qualquer risco.>
A fiscalização faz parte das ações do Centro Integrado de Controle de Aeronaves Remotamente Pilotadas e Contramedidas (CIC-ARP/CM), estrutura coordenada pela PF com apoio das Forças Armadas e de outros órgãos de segurança. O objetivo é evitar incidentes em pontos estratégicos, como o Aeroporto Internacional de Belém, o Parque da Cidade e a região portuária de Outeiro.>
A preocupação não é exagero. Drones não autorizados podem interferir em operações aéreas, colocar pessoas em risco e até servir para atividades criminosas. Por isso, pilotar esses equipamentos sem permissão em áreas restritas não é só falta de cuidado: vale infração administrativa e pode virar caso de polícia, com enquadramento na legislação penal e aeronáutica.>
A PF tem reforçado que, durante a conferência, é proibido operar drones em qualquer área vinculada à COP30 ou à segurança presidencial, incluindo os arredores do aeroporto, do Parque da Cidade, dos portos Miramar e Outeiro, além de locais onde o presidente esteja presente.>
O monitoramento deve continuar até o fim do evento, com equipes prontas para identificar, bloquear e neutralizar qualquer aeronave irregular. A meta é simples: manter o céu seguro e o evento também.>