China e Rússia questionam na ONU ações dos Estados Unidos contra Cuba

Ministro russo e Vice-presidente Chinês questionaram o impedimento de Petróleo ao país e defendem a soberania em seus pronunciamentos neste sábado (26).

Publicado em 26 de setembro de 2026 às 17:38

Ministro russo pede que EUA suspenda restrição de Cuba -
Ministro russo pede que EUA suspenda restrição de Cuba - Crédito: Reprodução/ONU. 

O dia na Assembleia Geral da ONU foi de manifestações contra ações dos Estados Unidos, capiteaneados por Donald Trump. Neste sábado (26), o ministro das relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu ao país, que suspendam o "bloqueio" e as restrições ao comércio de Cuba. Em seu pronunciamento, também pediu que retirassem o maior país do Caribe da lista de países que apoiam o terrorismo. 

Já o vice-presidente da China, Han Zheng, também aproveitou seu discurso para pedir a liberação do bloqueio a Cuba. Sem citar os Estados Unidos, Han também englobou os conflitos no Irã, afirmando que a soberania dos países do Golfo deve ser respeitada e instando o “país em questão” a parar de ameaçar Cuba e a suspender o bloqueio imposto à ilha.

O comentário de Han contrastou com a cordialidade de Trump com Xi Jinping, presidente chinês, onde foi tratado com jantares e aparatos aéreos:

Os principais países devem assumir responsabilidades especiais pela salvaguarda da paz e da segurança internacionais e devem assumir a liderança no cumprimento das regras, na defesa do Estado de Direito e na prática do que é certo. A China defende que a soberania e a segurança dos países do Oriente Médio, incluindo o Golfo, devem ser respeitadas

Han Zheng - 

Vice-presidente da China

As imposições de Trump à Cuba

Os Estados Unidos lançaram uma campanha de pressão contra Cuba que tem impedido que o petróleo chegue à ilha caribenha, em grande parte, causando inúmeros apagões. Durante uma coletiva a repórteres em Washington, também neste sábado (26), Donald Trump disse que os países chegarão a um acordo, e acrescentou que não acredita que uma ação militar será necessária.

"Eu diria que Cuba e nós chegaremos a um acordo. Não acho que vamos precisar do exército".

Donald Trump -

Presidente dos Estados Unidos