Abordagem de segurança voluntária em Florianópolis vira alvo de análise do MP

Batizada de “Voluntários Floripa”, a força foi criada com a proposta de atuar em apoio operacional e em projetos sociais

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 17:19

Batizada de “Voluntários Floripa”, a força foi criada com a proposta de atuar em apoio operacional e em projetos sociais
Batizada de “Voluntários Floripa”, a força foi criada com a proposta de atuar em apoio operacional e em projetos sociais Crédito: Allan Carvalho/PMF

Prefeitura de Florianópolis, sob a gestão de Topázio Neto (PSD), instituiu uma guarda formada por civis voluntários que já está no centro de uma polêmica. Batizada de “Voluntários Floripa”, a força foi criada pela Lei 11.498/2025 com a proposta de atuar em apoio operacional e em projetos sociais. Na prática, porém, a atuação do grupo tem levantado questionamentos sobre possíveis excessos e ilegalidades.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram integrantes da equipe hostilizando e ameaçando prender um homem em situação de rua no Centro da capital catarinense. Há ainda relatos de abordagens ostensivas contra ambulantes e pessoas em vulnerabilidade, condutas que, segundo especialistas, extrapolariam as atribuições previstas na lei, já que os voluntários não possuem poder de polícia.

Diante das denúncias de usurpação de função pública, o Ministério Público de Santa Catarina abriu análise para apurar a legalidade das ações e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

Para juristas ouvidos pela reportagem, a criação de uma força paralela sem prerrogativas legais claras pode fragilizar o controle estatal sobre a segurança pública e abrir margem para abusos. O caso reacende o debate sobre os limites da atuação de grupos civis em funções típicas do Estado.