Publicado em 29 de maio de 2026 às 10:58
A Delegacia de Homicídios de Maringá encerrou as investigações sobre o assassinato de Nelson de Souza Pedro, de 48 anos, ocorrido no último dia 19 de maio em um apartamento na Zona 7 da cidade. O principal suspeito é o seu próprio advogado de defesa, Rodrigo Gawlinski, de 32 anos. O delegado Adriano Garcia confirmou nesta quinta-feira que o profissional foi indiciado por homicídio qualificado. A Justiça já emitiu o mandado de prisão preventiva contra o acusado, que segue internado em estado grave no hospital sob custódia.>
O trabalho dos investigadores reuniu um conjunto sólido de provas para fechar o caso, incluindo imagens de câmeras de segurança e exames do Instituto Médico Legal. De acordo com a polícia, o laudo da necropsia revelou que Nelson foi atingido por múltiplos golpes de faca e que seu corpo apresentava marcas típicas de quem lutou para sobreviver, tentando se defender do ataque.>
O crime aconteceu na Rua Tietê, onde cliente e advogado estavam reunidos. O relacionamento profissional entre os dois havia começado em abril, quando Rodrigo assumiu a defesa de Nelson em uma ação judicial de violência doméstica. No entanto, o encontro terminou em tragédia.>
Moradores e testemunhas que estavam no imóvel relataram ter ouvido uma forte discussão vinda do cômodo onde os dois homens estavam, seguida por barulhos de agressão. Em determinado momento, Rodrigo teria se armado com uma faca e partido para cima da vítima. Uma das mulheres presentes no local chegou a usar uma panela na tentativa desesperada de conter o agressor e cessar os golpes, mas não conseguiu evitar o pior.>
Quando a Polícia Militar chegou ao apartamento após ser acionada por testemunhas, os agentes encontraram uma cena caótica. O advogado estava caído por cima do cliente, que ainda respirava. Ao receber voz de prisão, Rodrigo demonstrou extrema agressividade, resistiu à abordagem e entrou em confronto físico com os policiais, precisando ser contido e algemado à força.>
Logo após ser dominado, o defensor sofreu uma crise convulsiva e precisou de socorro médico urgente, prestado pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros. Depoimentos colhidos ao longo do inquérito sugerem que os envolvidos faziam uso frequente de substâncias entorpecentes e medicamentos controlados nos seus encontros, mas as autoridades ainda aguardam os laudos periciais definitivos para confirmar se o consumo de drogas influenciou no comportamento do suspeito na noite do crime.>