Advogado José Luis Oliveira Lima deixa a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro

Saída do renomado criminalista acontece logo após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada do dono do Banco Master

Publicado em 22 de maio de 2026 às 13:46

Saída do renomado criminalista acontece logo após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada do dono do Banco Master
Saída do renomado criminalista acontece logo após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada do dono do Banco Master Crédito: Reprodução 

Nesta sexta feira (22), o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido no meio jurídico como Juca, deixou a defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A saída do defensor ocorre pouco mais de dois meses após ele assumir o caso e coincide com um momento crítico para o banqueiro, que teve sua proposta de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal por falta de novas informações.

A mudança na equipe jurídica foi classificada pelo advogado como uma decisão em comum acordo. No entanto, os bastidores indicam que a saída foi motivada por desentendimentos com as autoridades e com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso. Investigadores apontaram que a proposta de delação apresentada omitia fatos que a polícia já havia descoberto, mostrando se pouco colaborativa e sem a robustez necessária para avançar.

Daniel Vorcaro está preso desde o dia 4 de março sob a suspeita de comandar um esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional. Recentemente, após o recuo da Polícia Federal nas negociações, o banqueiro solicitou formalmente ao STF a sua transferência para o 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, a prisão conhecida como "Papudinha".

Com mais de 35 anos de carreira, José Luis Oliveira Lima é famoso por atuar em processos de grande repercussão nacional, tendo defendido figuras marcantes em casos como o Mensalão e a Operação Lava Jato. Apesar do encerramento do trabalho do criminalista e da negativa da PF, a Procuradoria Geral da República (PGR) ainda mantém tratativas em andamento sobre o acordo de delação. Caso o órgão também recuse a proposta, a defesa não terá alternativas para recorrer a outros ministros do STF.