Publicado em 23 de julho de 2026 às 09:22
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A Associação do Futebol Argentino (AFA) divulgou um comunicado oficial para contestar informações publicadas por veículos de imprensa que apontam uma suposta operação do FBI envolvendo dirigentes da entidade após a final da Copa do Mundo de 2026. Segundo a nota, é falsa a informação de que o presidente Claudio "Chiqui" Tapia e o tesoureiro Pablo Toviggino tiveram telefones celulares apreendidos ou foram intimados a prestar depoimento à Justiça dos Estados Unidos.>
A repercussão começou após reportagens dos jornais argentinos Infobae e Clarín afirmarem que agentes federais americanos abordaram integrantes da delegação argentina no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, antes do retorno da equipe a Buenos Aires. As publicações sustentam que dispositivos eletrônicos de dirigentes teriam sido recolhidos no âmbito de uma investigação sobre contratos comerciais vinculados à AFA e movimentações financeiras realizadas por empresas sediadas na Flórida.>
Ainda de acordo com essas reportagens, a apuração conduzida pela Justiça norte-americana examina operações financeiras que ultrapassariam US$ 300 milhões, incluindo contratos de patrocínio e acordos comerciais internacionais. Entre as empresas citadas está a TourProdEnter, registrada no estado da Flórida e mencionada nos documentos judiciais divulgados pela imprensa argentina.>
Em resposta, a AFA afirmou que o documento judicial divulgado não representa uma intimação dirigida a Tapia ou Toviggino. Segundo a entidade, a convocação foi expedida a um terceiro, que deverá comparecer perante um grande júri nos Estados Unidos e, eventualmente, apresentar documentos e comunicações envolvendo diversas pessoas, entre elas autoridades da associação. A nota acrescenta que nenhum dirigente da entidade teve bens ou aparelhos eletrônicos apreendidos durante a passagem pela cidade de Nova York.>
Até o momento, as autoridades americanas não divulgaram informações oficiais sobre o conteúdo da investigação, e o FBI não comentou publicamente o caso. A ausência de manifestação dos órgãos responsáveis impede a confirmação independente das alegações divulgadas por parte da imprensa argentina.>
O episódio ocorre poucos dias após a participação da seleção argentina na Copa do Mundo e amplia a atenção sobre a administração da AFA. Enquanto a investigação segue sob sigilo, a versão apresentada pela associação diverge das reportagens que deram origem ao caso, mantendo em aberto os desdobramentos envolvendo os contratos comerciais da entidade e a atuação da Justiça dos Estados Unidos.>
Texto por Pedro Moraes, com a supervisão de Alexandre Alencar.>