Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 14:21
Uma revisão científica recente acendeu um alerta sobre o consumo de água engarrafada ao indicar que ela pode conter quantidades significativamente maiores de micro e nanoplásticos do que a água filtrada, levantando dúvidas sobre a segurança desse hábito tão comum no dia a dia.>
A pesquisa analisou mais de 140 estudos internacionais e identificou que a concentração dessas partículas microscópicas varia de poucas unidades até milhares por litro. De acordo com as estimativas, pessoas que consomem apenas água engarrafada podem ingerir dezenas de milhares de partículas plásticas a mais por ano em comparação com quem opta, principalmente, por água filtrada.>
Grande parte dessa contaminação está ligada à própria embalagem. Garrafas PET e tampas plásticas podem liberar fragmentos microscópicos durante o transporte, o armazenamento e o uso. Fatores como exposição ao calor, apertar a garrafa com as mãos e abrir a tampa repetidas vezes aumentam esse processo.>
Embora os efeitos diretos dos microplásticos na saúde humana ainda estejam em estudo, pesquisas iniciais associam essas partículas a processos inflamatórios e possíveis impactos nos sistemas imunológico, metabólico e reprodutivo. Especialistas ressaltam, no entanto, que ainda faltam estudos de longo prazo para conclusões definitivas.>
Enquanto a ciência segue investigando os riscos, algumas atitudes simples podem ajudar a reduzir a exposição, como priorizar água filtrada quando ela for potável, utilizar garrafas reutilizáveis de vidro ou aço inoxidável e evitar armazenar água em recipientes plásticos sob altas temperaturas.>