Alckmin defende manter taxa de compras internacionais e expõe divisão no governo

Vice-presidente diverge de Lula, que considera imposto sobre compras de até US$ 50 desnecessário

Publicado em 16 de abril de 2026 às 18:49

Vice-presidente diverge de Lula, que considera imposto sobre compras de até US$ 50 desnecessário
Vice-presidente diverge de Lula, que considera imposto sobre compras de até US$ 50 desnecessário Crédito: Reprodução 

Nesta quinta-feira (16), o presidente em exercício Geraldo Alckmin defendeu a manutenção da chamada “taxa das blusinhas”, que cobra imposto sobre compras internacionais de até US$ 50. A posição contraria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já classificou a medida como desnecessária.

Durante coletiva no Palácio do Planalto, Alckmin afirmou que continua com o mesmo entendimento desde a criação da taxa, em agosto de 2024. Segundo ele, mesmo com a cobrança, os produtos importados ainda têm carga tributária menor do que os produzidos no Brasil, o que justificaria a medida como forma de equilibrar a concorrência.

Já Lula declarou recentemente que nunca considerou a taxa necessária e reconheceu o impacto negativo da decisão na imagem do governo, principalmente entre consumidores de menor renda, que costumam fazer compras de menor valor no exterior.

A divergência também aparece dentro da equipe ministerial. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que a revogação do imposto pode ser uma boa alternativa e destacou que a medida gerou desgaste político.

O tema segue em discussão no governo federal e ainda não há uma decisão definitiva. Uma possível revisão da taxa é analisada, especialmente diante da repercussão entre a população.

Levantamento recente aponta que a maioria dos brasileiros avalia a cobrança de forma negativa, o que aumentou a pressão interna por mudanças na política.