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Publicado em 8 de maio de 2026 às 16:11
Nesta sexta-feira (8), o Hospital Universitário João de Barros Barreto reforçou as orientações de prevenção contra o hantavírus após a confirmação de dois casos da doença no estado do Paraná e um surto em um cruzeiro no Atlântico.>
A mobilização da rede de saúde em Belém serve para alertar quem vive ou trabalha em áreas rurais e de mata na nossa região, já que a infecção, embora rara, pode evoluir rapidamente para quadros graves. Segundo os especialistas do hospital paraense, que é referência em doenças tropicais, o segredo para evitar complicações está no diagnóstico rápido e em cuidados simples de higiene.>
A preocupação ganhou força após a Secretaria de Saúde do Paraná confirmar pacientes com o vírus em Pérola d'Oeste e Ponta Grossa, além de outras 11 suspeitas em investigação. Somado a isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou mortes em um navio que viajava da Argentina para Cabo Verde.>
No entanto, a infectologista Rita Medeiros, gerente do Barros Barreto, esclarece que a transmissão entre pessoas é extremamente rara e que não há motivo para pânico sobre uma possível pandemia. Na maioria das vezes, o vírus chega aos humanos quando respiramos a poeira de locais onde há urina, fezes ou saliva de ratos do mato.>
Em Belém e no interior do Pará, o alerta é focado principalmente em quem frequenta sítios, fazendas ou casas que ficaram fechadas por muito tempo. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe forte, incluindo febre, dor de cabeça e dores nas articulações. Se a doença avançar, o paciente pode sentir muita falta de ar, o que indica que os pulmões e o coração estão sendo afetados. Como não existe uma vacina ou tratamento específico para o hantavírus, o suporte médico imediato no hospital é o que garante a recuperação do paciente.>
Para quem vai viajar para o interior ou abrir imóveis rurais, a recomendação do Hospital Barros Barreto é clara: nunca entre em um ambiente fechado levantando poeira com vassouras. O ideal é abrir todas as janelas e portas para deixar o ar circular por algum tempo antes de começar a limpeza.>
O uso de máscaras e a higienização com água sanitária são aliados fundamentais para neutralizar o vírus que pode estar suspenso no ar. A médica Rita Medeiros reforça que a cura é comum, desde que o atendimento seja buscado logo nos primeiros sinais de mal estar.>