Publicado em 27 de outubro de 2026 às 17:42
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos nesta terça-feira (27), segundo confirmação de um aliado próximo do parlamentar. A viagem ocorreu um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal.>
A informação sobre a chegada do senador também foi divulgada pelo advogado e empresário mexicano Simón Levy, que se apresenta como aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nas redes sociais, Levy afirmou que Flávio chegou “em segurança” ao território americano e atribuiu ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a coordenação da saída do parlamentar.>
Segundo Levy, Flávio deverá liderar a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos. A suposta participação de Rubio na viagem, no entanto, não foi confirmada oficialmente pelo governo norte-americano.>
“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, escreveu Levy em uma publicação.>
Antes da confirmação da chegada aos EUA, o paradeiro de Flávio era desconhecido. Informações divulgadas pela imprensa argentina apontavam que o senador teria cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina para embarcar em um avião particular com destino aos Estados Unidos.>
A informação chegou a ser negada inicialmente pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio. A Polícia Federal também acionou autoridades argentinas para verificar se o senador havia deixado o país.>
A viagem de Flávio acontece após o senador ser intimado pela Polícia Federal, por determinação de Alexandre de Moraes, a entregar os passaportes comum e diplomático em até 24 horas. A medida foi tomada em um inquérito no qual o político é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro em conjunto com o advogado Willer Tomaz. Os dois negam irregularidades.>
Na segunda-feira (26), após receber a intimação, Flávio afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que não pretendia deixar o Brasil. Na ocasião, disse que entregaria os documentos e que permaneceria no país para organizar a oposição ao governo Lula.>
A decisão de Moraes ocorreu devido as declarações do deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que havia defendido que o senador deixasse o Brasil caso perdesse a eleição presidencial.>
Flávio foi derrotado por Lula no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). Após a confirmação da viagem aos Estados Unidos, o caso passou a ser acompanhado pela Polícia Federal e pelo STF.>