Publicado em 13 de julho de 2026 às 10:57
Diante da promessa de interrupção nas atividades dos transportadores de carga a partir do primeiro minuto desta segunda-feira (13), o Palácio do Planalto acionou o alarme e montou uma força-tarefa para conter a crise. A Advocacia-Geral da União foi alertada ainda no fim de semana para monitorar possíveis desdobramentos jurídicos e operacionais do movimento, enquanto os ministérios da Casa Civil e das Relações Institucionais assumiram a linha de frente do diálogo. A meta prioritária é alinhar os ponteiros no Congresso Nacional e assegurar a análise da proposta antes que o texto perca a validade.>
A fagulha para a nova onda de insatisfação veio com o recado direto de Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava. O líder orientou os motoristas a interromperem as viagens e suspenderem os serviços nos portos, condicionando o retorno das atividades à inclusão da matéria na ordem do dia pelo presidente do Senado. A categoria exige garantias firmes de que a medida não será deixada de lado pelos parlamentares.>
Elaborada em março como resposta ao risco de uma greve geral, a proposta traz mudanças profundas para o setor. O texto estabelece uma remuneração mínima de R$ 5 mil para trabalhadores sob regime CLT, reforça os instrumentos de controle sobre o cumprimento das normas e atualiza a fórmula de cálculo do frete mínimo, considerando despesas reais com combustível, seguro e manutenção veicular.>
Embora tenha sido aprovada pelos deputados em meados de junho, a matéria carrega um ponto de discórdia adicionado durante a tramitação na Câmara: um trecho que concede anistia às penalidades aplicadas a transportadores e motoristas envolvidos em interdições de rodovias no fim de 2022.>
Mesmo diante do cenário complexo, integrantes da equipe governamental mantêm o otimismo e apostam em um consenso ao longo do dia para evitar um travamento logístico no país.>