Publicado em 11 de setembro de 2026 às 16:48
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, manifestou-se ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (11) para defender a atuação da corporação e contestar acusações de conduta ilícita. Em documento enviado à Corte, o chefe da PF afirmou que os relatórios produzidos pelo órgão são legais e negou a realização de qualquer monitoramento ilícito, vigilância clandestina ou medida invasiva contra o ministro André Mendonça e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias.>
Segundo Andrei Rodrigues, a produção dos documentos questionados integra as atribuições regulares de inteligência voltadas a subsidiar decisões em investigações conduzidas pela própria corporação. Ele argumentou que a análise de cenários e circunstâncias institucionais não pode ser qualificada como vigilância e que não houve ingerência na privacidade ou na atuação funcional das autoridades.>
A manifestação atendeu a uma determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que havia concedido prazo de 48 horas para que o delegado prestasse informações antes de a Presidência avaliar a sua permanência na Direção-Geral da PF. O impasse institucional começou na terça-feira (8), quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e do delegado Leandro Almada.>
No dia seguinte (9), o ministro Flávio Dino acolheu pedido em outro processo e ordenou a reintegração dos dois aos seus cargos de direção. Diante do conflito de decisões monocráticas consideradas incompatíveis, Fachin suspendeu ambos os despachos e determinou que o tema fosse submetido ao plenário.>
Com a entrega formal da defesa antes do esgotamento do prazo, caberá ao ministro Edson Fachin analisar as informações apresentadas e decidir sobre a permanência de Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>