ANP confirma que substância encontrada em sítio no Ceará é petróleo cru

Líquido escuro foi descoberto por agricultor em Tabuleiro do Norte enquanto perfurava poço em busca de água; estudos técnicos avaliarão agora a viabilidade de exploração comercial.

Publicado em 21 de maio de 2026 às 14:36

Proprietário das terras, Sidrônio Moreira.
Proprietário das terras, Sidrônio Moreira. Crédito: Reprodução/Youtube TV IFCE

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concluiu oficialmente que a substância encontrada na propriedade de um agricultor, no interior do Ceará, trata-se de petróleo cru. O achado ocorreu de forma acidental, enquanto o proprietário das terras, Sidrônio Moreira, buscava água para enfrentar a escassez na região e decidiu perfurar um poço. Ao atingir a profundidade de 40 metros, o agricultor deparou-se com um líquido viscoso e escuro em vez do recurso hídrico esperado. Sem compreender a natureza do material, a família buscou auxílio do Instituto Federal do Ceará (IFCE), que realizou os primeiros testes e encaminhou as amostras para a agência nacional.

Segundo Adriano Lima, engenheiro químico do IFCE, os testes iniciais já apontavam para uma mistura de hidrocarbonetos com características muito próximas ao petróleo extraído na área onshore da Bacia Potiguar. A análise final da ANP foi concluída na última terça-feira (19) e o resultado comunicado ao agricultor na quarta-feira (20).

Apesar da confirmação da existência do combustível fóssil, ainda não há garantias de exploração comercial. A ANP ressaltou que serão necessários novos estudos para determinar a viabilidade econômicada área, processo que ainda não possui um prazo definido para ser finalizado.

Pela Constituição Federal, o subsolo e os recursos minerais pertencem à União. No entanto, caso a exploração comercial seja efetivada no futuro, a legislação prevê que o proprietário da terra, no caso o agricultor Sidrônio, poderá ter direito a um percentual dos lucros gerados pela extração do petróleo em sua propriedade.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.