Publicado em 20 de julho de 2026 às 15:06
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento, o Columvi (glofitamabe), destinado ao tratamento do linfoma difuso de grandes células B, um dos subtipos mais comuns e agressivos do linfoma não Hodgkin. A autorização é voltada para pacientes adultos que tiveram recaída da doença ou que não responderam a tratamentos anteriores e que não podem realizar o transplante de medula óssea.>
O glofitamabe faz parte de uma classe inovadora de medicamentos chamados anticorpos monoclonais biespecíficos. Diferente das terapias tradicionais, ele atua como uma "ponte" que liga simultaneamente as células de defesa do corpo (linfócitos T) às células do tumor. Ao aproximar esses dois tipos celulares, o fármaco ativa o sistema imunológico para que o próprio organismo identifique e destrua o câncer.>
O medicamento deverá ser utilizado em combinação com outros quimioterápicos, como a gencitabina e a oxaliplatina. A aprovação é vista por especialistas como um avanço importante, pois oferece uma nova chance para um grupo de pacientes que costuma ter prognósticos desfavoráveis e opções terapêuticas limitadas.>
Embora a comercialização já esteja autorizada no país, a incorporação do tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS)ainda depende de avaliações de custo-efetividade pela Conitec. Já no setor de saúde suplementar, a cobertura por planos de saúde seguirá as diretrizes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>