Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 10:14
O Brasil já registrou seis mortes suspeitas e 225 casos suspeitos de pancreatite associados ao uso das chamadas canetas emagrecedoras, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As notificações foram feitas desde 2018 e constam no VigiMed, sistema oficial da agência, além de registros de estudos clínicos realizados no país.
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Os casos envolvem medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, usados no tratamento de diabetes e obesidade, como semaglutida, liraglutida, tirzepatida, dulaglutida e lixisenatida. As ocorrências foram registradas em estados como São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal. No caso das mortes, os estados não foram divulgados.>
O tema ganhou destaque internacional após um alerta emitido no Reino Unido, onde 19 mortes também foram associadas, de forma suspeita, ao uso desses medicamentos. Apesar disso, autoridades sanitárias reforçam que não há recomendação para suspender o uso das canetas, desde que haja prescrição correta e acompanhamento médico.>
A Anvisa explica que os dados são considerados suspeitos porque ainda passam por análise técnica para confirmar se há relação direta com os medicamentos. Além disso, especialistas alertam que o número pode ser maior, já que a notificação desses casos não é obrigatória para médicos e hospitais.>
No banco de dados da agência, os relatos aparecem ligados a marcas como Ozempic, Wegovy, Saxenda, Victoza, Trulicity, Mounjaro, Rybelsus e Xultophy. A Anvisa também chama atenção para a circulação de canetas falsas, irregulares ou manipuladas, o que dificulta a confirmação da causa dos casos.>
Todos os registros seguem em investigação, e especialistas reforçam que, apesar de eficazes e importantes, esses medicamentos podem se tornar perigosos quando usados sem indicação médica ou adquiridos de forma irregular.>