Publicado em 29 de maio de 2026 às 18:37
Nesta sexta-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada da produção, venda e uso de produtos da Química Amparo, fabricante da marca Ypê, após a suspensão aplicada no início do mês por falhas identificadas no processo produtivo.>
A liberação ocorre após uma nova inspeção conjunta realizada entre quinta (28) e sexta-feira (29), envolvendo a Anvisa e órgãos de vigilância sanitária de São Paulo, Campinas e Amparo. Segundo os fiscais, a empresa adotou medidas corretivas exigidas e ajustou os processos industriais.>
Com a decisão, voltam a ser liberados itens como lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com final de lote “1”, fabricados a partir de 1º de abril de 2026.>
A Anvisa afirma que a fabricante apresentou um plano de ação para corrigir 76 exigências sanitárias apontadas em inspeções anteriores. Entre os pontos cobrados estavam rastreabilidade dos produtos, comunicação com consumidores e distribuidores, monitoramento pós-mercado e regras para separação e destino de lotes afetados.>
O presidente da agência, Leandro Safatle, afirmou que a fábrica passou a reunir condições adequadas de funcionamento após as correções. Segundo ele, as melhorias foram suficientes para garantir segurança na produção e no consumo dos produtos.>
Apesar da liberação, a Anvisa manteve a suspensão de produtos com numeração final “1” fabricados até 31 de março deste ano. Esses itens devem permanecer armazenados e não podem ser descartados até que sejam apresentados laudos laboratoriais aprovados pela agência.>
A crise envolvendo a Ypê começou em maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes após uma fiscalização que identificou 76 irregularidades em etapas críticas da produção, com risco de contaminação microbiológica.>
As investigações também levaram em conta um episódio registrado em 2025, quando houve contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha de lava-roupas, o que resultou em recolhimento de itens no período.>
Além disso, denúncias feitas por concorrentes e análises laboratoriais externas chegaram a ser encaminhadas à Anvisa e à Senacon, reforçando a necessidade de investigação.>
A fabricante, por sua vez, afirma que já realizou mais de 230 ações corretivas e que mantém cooperação com os órgãos reguladores. A empresa também argumenta que laudos independentes indicam a segurança dos produtos e que havia suspendido parte da produção por iniciativa própria durante o processo de ajustes.>