Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 11:07
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão de unidades irregulares do bioestimulador de colágeno Sculptra, utilizado em procedimentos estéticos para estimular a produção natural de colágeno. A decisão, publicada na quarta-feira, 25 de fevereiro, inclui a suspensão da venda, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto após a identificação de indícios de falsificação.>
O alerta partiu da Galderma Brasil, empresa responsável pelo registro do item no país, que comunicou à agência a existência de unidades com características diferentes das aprovadas para comercialização. O lote identificado como A00203 apresentou uma série de inconsistências. Entre elas estavam o código de lote fora do padrão habitual, rótulos com idioma e cores diferentes das autorizadas no Brasil e informações divergentes das registradas junto à vigilância sanitária.>
Outro detalhe que chamou a atenção foi a presença da logomarca da Sanofi nas embalagens analisadas, elemento que não corresponde à versão regular do produto no mercado brasileiro e que reforçou a suspeita de falsificação.>
A Anvisa destacou que produtos estéticos injetáveis precisam seguir critérios rigorosos de qualidade, segurança e rastreabilidade. Quando há qualquer alteração na embalagem ou na identificação do lote, existe o risco de que o conteúdo não seja o original, o que pode causar danos à saúde de pacientes submetidos aos procedimentos.>
Além do bioestimulador, a agência também determinou a apreensão de todos os lotes do dispositivo Mini Pilar HE 4.1 Cinta 3 mm, utilizado em implantes dentários. A medida foi adotada após a constatação de que a empresa responsável pela fabricação não possui registro sanitário nem autorização de funcionamento.>
Segundo a Anvisa, produtos sem regularização não passam pelas etapas obrigatórias de avaliação técnica, o que impede a comprovação de segurança e eficácia. Por isso, a orientação é que profissionais da saúde e consumidores verifiquem sempre a procedência dos itens utilizados e evitem adquirir produtos com origem duvidosa ou sem registro oficial.>
Casos suspeitos podem e devem ser denunciados aos órgãos de vigilância sanitária, para que novas irregularidades sejam investigadas e retiradas de circulação.>