Atendente do IML é preso por suspeita de fazer Pix com celular de morto, em SP

Segundo a polícia, servidor teria transferido R$ 7 mil para a própria conta após a morte da vítima.

Publicado em 10 de junho de 2026 às 16:42

Segundo a polícia, servidor teria transferido R$ 7 mil para a própria conta após a morte da vítima.
Segundo a polícia, servidor teria transferido R$ 7 mil para a própria conta após a morte da vítima. Crédito: Reprodução

Nesta segunda-feira (9), um atendente do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente por suspeita de utilizar o celular de um homem morto para realizar uma transferência via Pix de R$ 7 mil para a própria conta.

O investigado, identificado como Daniel Nathan Ribeiro, de 36 anos, é alvo de investigação da Corregedoria da Polícia Civil por suposta prática de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os elementos reunidos até o momento indicam que o servidor teria usado indevidamente o aparelho celular da vítima para efetuar a transferência bancária e, posteriormente, danificado o equipamento.

A apuração teve início após a viúva do homem registrar um boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial de Santos, em 24 de maio. Segundo o relato, o marido havia sido encontrado na Avenida Mário Covas dias antes e o corpo foi encaminhado ao IML.

Ao iniciar os procedimentos para encerrar a conta bancária da vítima, a mulher identificou uma transferência de R$ 7 mil realizada após o registro da morte. O valor foi enviado para uma conta que estaria em nome do servidor investigado.

A viúva também informou à polícia que o celular do marido apresentava danos e que as últimas mensagens armazenadas no aparelho haviam sido apagadas.

Diante das evidências reunidas durante a investigação, a Corregedoria cumpriu o mandado de prisão preventiva contra o suspeito.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que não tolera desvios de conduta e informou que adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis. Até o momento, a defesa de Daniel Nathan Ribeiro não foi localizada para comentar o caso.