Banco Master entra no centro de apurações bilionárias e debates institucionais

Investigações apuram possíveis fraudes bilionárias, atuação do Judiciário e impactos no sistema financeiro

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 14:32

Investigações apuram possíveis fraudes bilionárias, atuação do Judiciário e impactos no sistema financeiro
Investigações apuram possíveis fraudes bilionárias, atuação do Judiciário e impactos no sistema financeiro Crédito: Reprodução

Em 2025, o Banco Master, presidido por Daniel Vorcaro, passou a ser alvo de investigações que apuram suspeitas de fraudes bilionárias. O caso resultou na liquidação da instituição financeira e na prisão do banqueiro pela Polícia Federal, conforme divulgado por autoridades e órgãos de investigação.

De acordo com as apurações, o banco teria utilizado empresas para a criação de créditos considerados irregulares, posteriormente negociados com outras instituições financeiras, entre elas o Banco de Brasília. As operações envolveriam valores bilionários e passaram a ser analisadas por órgãos responsáveis pela supervisão do sistema financeiro.

Com o avanço das investigações, o caso também passou a incluir decisões e movimentações no âmbito do Judiciário. Ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, tiveram seus nomes citados em reportagens e debates públicos relacionados à condução de processos e a possíveis situações de conflito de interesse, sem que haja, até o momento, conclusões formais sobre irregularidades.

Um dos pontos mencionados envolve a contratação do escritório de advocacia da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, pelo Banco Master. O contrato, no valor de R$ 129 milhões, teria sido firmado enquanto a instituição enfrentava investigações, fato que motivou questionamentos públicos por parte de entidades e parlamentares.

Também foram divulgadas informações sobre contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o período em que se discutia a venda do Banco Master ao Banco de Brasília, antes da intervenção do Banco Central. Os diálogos ocorreram no contexto de tratativas envolvendo a situação da instituição financeira.

O ministro Dias Toffoli assumiu a relatoria de processos judiciais relacionados ao Banco Master e adotou medidas como a imposição de sigilo em partes das ações, além da revisão de decisões anteriores envolvendo a quebra de sigilo solicitada por parlamentares. Entre os atos, também consta o agendamento de uma acareação durante o recesso do Judiciário, medida que foi questionada pelo Ministério Público.

Outro ponto citado em reportagens envolve a desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que proferiu decisões relacionadas ao caso. Registros indicam que, em momento anterior, ela foi representada pelo mesmo escritório de advocacia que atualmente defende Daniel Vorcaro. O advogado Pierpaolo Bottini atuou em ambos os casos, conforme documentos oficiais.

Consta ainda que Solange Salgado já foi denunciada em processo anterior pelo Ministério Público Federal por crimes como gestão fraudulenta, informação que voltou a ser mencionada em razão da natureza das acusações atribuídas ao ex-presidente do Banco Master.

No Congresso Nacional, parlamentares passaram a discutir o caso sob a ótica do funcionamento das instituições e da relação entre o sistema financeiro, o Judiciário e o poder político. As manifestações ocorrem paralelamente às investigações formais conduzidas pelos órgãos competentes.

O caso Banco Master segue em apuração e continua sendo acompanhado por autoridades, pelo Judiciário e por órgãos de controle, devido aos possíveis impactos financeiros, institucionais e jurídicos envolvidos.