Publicado em 19 de maio de 2026 às 16:00
Diversas instituições financeiras na cidade de La Paz, na Bolívia, suspenderam temporariamente suas operações presenciais nesta terça-feira (19). O fechamento das agências acontece diante de um cenário agravante dos protestos antigovernamentais na capital administrativa, motivados por preocupações com a segurança física de funcionários e clientes.>
Bancos de grande porte, como o Banco Nacional da Bolívia, o BCP (Banco de Crédito da Bolívia), o Banco Econômico e o estatal Banco Unión, redirecionaram o atendimento para canais digitais e caixas eletrônicos. Funcionários relataram que as atividades nas agências do centro da cidade só devem ser retomadas quando a agitação social diminuir.>
As manifestações, que ganharam força nas últimas semanas, reúnem uma coalizão de sindicatos, mineradores, trabalhadores do setor de transportes e grupos rurais. O movimento pressiona o presidente Rodrigo Paz a reverter medidas de austeridade e a conter o aumento acelerado do custo de vida. Enquanto o governo defende os cortes de gastos e a redução de subsídios aos combustíveis para estabilizar as contas públicas, parte dos manifestantes já exige a renúncia imediata do presidente.>
O ex-presidente de esquerda Evo Morales tem manifestado apoio aos atos, descrevendo-os como uma resposta legítima às dificuldades econômicas e ao que classifica como perseguição política. O cenário de instabilidade é agravado por bloqueios generalizados em rodovias, que deixaram caminhões parados e provocaram o desabastecimento de itens essenciais.>
Para tentar conter o caos, o governo mobilizou cerca de 3.500 membros das forças de segurançapara desobstruir as vias, resultando em pelo menos 57 prisões até o momento. Paralelamente, a gestão de Rodrigo Paz tenta abrir canais de negociação e propôs aumentos salariais para categorias específicas, como os professores, que demandam melhores condições de trabalho e recursos.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>