Bolsonaro não tem novos episódios de soluços e apresenta melhora, diz boletim médico

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março, após passar por um período de internação devido a um quadro de broncopneumonia.

Publicado em 24 de julho de 2026 às 20:37

Ex-presidente Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não apresentou novos episódios de soluços nos últimos dias e segue com evolução clínica favorável, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (24).

De acordo com a equipe responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, o quadro de soluços prolongados foi controlado após o ajuste na medicação. Na última semana, o ex-presidente enfrentou uma crise que durou cerca de 36 horas.

O boletim também informa que Bolsonaro permanece estável e apresenta melhora progressiva dos movimentos do ombro direito, sem queixas de dor na região. Apesar da evolução, os médicos destacam que ele ainda apresenta instabilidade no equilíbrio em razão dos efeitos colaterais dos medicamentos em uso.

Como parte do tratamento, o ex-presidente segue uma dieta rigorosa, com baixo teor de acidez e pouco sódio, além de manter atividades físicas regulares e medidas preventivas para reduzir os riscos de quedas e de refluxo gastroesofágico. A equipe médica informou ainda que os medicamentos de uso contínuo foram mantidos sem alterações.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março, após passar por um período de internação devido a um quadro de broncopneumonia.

No último dia 17 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar do ex-presidente. Embora tenha concluído que Bolsonaro descumpriu as condições do benefício ao divulgar uma carta de conteúdo político por meio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Moraes acompanhou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que entendeu não haver motivos suficientes para determinar o retorno ao regime fechado.

Como medida disciplinar, o ministro suspendeu por 30 dias o direito de Bolsonaro receber visitas, exceto de advogados, médicos e fisioterapeutas. Já o senador Flávio Bolsonaro permanece impedido de visitar o pai por 90 dias, restrição que o impede de encontrá-lo antes do primeiro turno das eleições de outubro.

Com informações do portal Metrópoles