Bolsonaro pede ao STF autorização excepcional para receber visita dos filhos no Dia dos Pais

Defesa solicitou aval de Alexandre de Moraes para o comparecimento de Flávio, Carlos e Jair Renan à residência onde o ex-presidente cumpre pena; visitas estão suspensas por descumprimento de medidas judiciais.

Publicado em 5 de agosto de 2026 às 17:42

Ex-presidente Jair Bolsonaro na casa onde ele cumpre prisão domicilia.
Ex-presidente Jair Bolsonaro na casa onde ele cumpre prisão domicilia. Crédito: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

A defesa de Jair Bolsonaro encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ex-presidente receba a visita de seus filhos no próximo domingo (9), em celebração ao Dia dos Pais. A petição, direcionada ao ministro Alexandre de Moraes, solicita em "caráter absolutamente excepcional" a liberação para que Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro possam comparecer à casa onde o pai cumpre pena por tentativa de golpe. Os advogados argumentam que a solicitação possui natureza estritamente humanitária e visa preservar os vínculos familiares em uma data significativa.

Atualmente, as visitas a Bolsonaro encontram-se suspensas por ordem de Moraes, após o magistrado identificar o descumprimento de restrições impostas pela Justiça. A medida foi tomada no mês passado, motivada pela divulgação, nas redes sociais, de uma carta manuscrita do ex-presidente. O conteúdo foi veiculado publicamente por seu filho Flávio, o que o ministro considerou como um uso indevido de terceiros para burlar a proibição de acesso às redes sociais e um desvio de finalidade do direito de visita.

No novo pedido, a defesa assegura que o encontro não comprometerá o cumprimento das cautelares ou da pena imposta. A solicitação foca no período da tarde e exclui Eduardo Bolsonaro, que vive atualmente nos Estados Unidos. O ministro Alexandre de Moraes havia fixado anteriormente uma suspensão de 30 dias para as visitas ao ex-presidente, sendo que, no caso específico de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, o prazo de proibição foi estabelecido em 90 dias.

Os advogados sustentam que a celebração, ainda que por um breve período e sob as condições que o STF determinar, é fundamental para a convivência entre pai e filhos. A petição reforça que a medida busca manter uma dimensão importante das relações familiares sem interferir no processo judicial em curso. Até o momento, o tribunal não emitiu uma decisão sobre a viabilidade do encontro excepcional para este domingo.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.