Bolsonaro teve crise de soluços por 36 horas e precisou reforçar medicação, diz relatório médico

Documento enviado ao STF informa que ex-presidente está estável, mas ainda apresenta sonolência e instabilidade no equilíbrio devido aos efeitos dos medicamentos.

Publicado em 17 de julho de 2026 às 19:00

Ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ex-presidente Jair Bolsonaro. Crédito: Fabio Pozzebom - Agência Brasil

De acordo com o documento, Bolsonaro vinha apresentando quadro clínico estável nas últimas semanas, mas voltou a sofrer com os soluços há três dias. Para controlar a recorrência, a equipe médica precisou aumentar a dosagem dos medicamentos utilizados no tratamento.

Ainda conforme o relatório, o ex-presidente respondeu de forma satisfatória ao ajuste na medicação e a crise foi controlada.

Apesar da melhora, os médicos informaram que Bolsonaro continua apresentando efeitos colaterais provocados pelos medicamentos de ação central, principalmente sonolência e instabilidade crônica do equilíbrio corporal.

"No momento encontra-se estável do ponto de vista hemodinâmico, respiratório e cardiológico, porém persistem os efeitos secundários decorrentes dos medicamentos de ação central, principalmente a instabilidade crônica do equilíbrio corporal e sonolência", destaca o relatório.

A equipe médica informou ainda que Bolsonaro mantém uma dieta rigorosa, realiza sessões de fisioterapia e exercícios físicos regularmente, além de seguir medidas preventivas para reduzir o risco de quedas e evitar episódios de refluxo.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após receber alta hospitalar do tratamento de uma broncopneumonia.

Com informações do portal CNN