Publicado em 28 de maio de 2026 às 15:32
Nesta quinta-feira (28), o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou que o Brasil criou 85,8 mil novos empregos com carteira assinada em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado é a diferença entre 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos registrados no período.>
De acordo com o levantamento, a maior parte das vagas criadas foi considerada típica, representando 85,3% do total. Já os empregos não típicos somaram 14,6%, com destaque para contratos de até 30 horas semanais e vagas de aprendizagem.>
Entre os setores da economia, o segmento de serviços liderou a geração de empregos formais, com saldo positivo de 69.601 postos de trabalho, impulsionado principalmente pelas áreas de saúde, transporte e atividades administrativas.>
A construção civil também teve desempenho positivo, com criação de 23.525 vagas, puxadas pela construção de edifícios. Já a indústria fechou abril com saldo de 9.256 novos postos, com destaque para os segmentos de produtos de carne e fabricação de álcool.>
Por outro lado, o comércio registrou queda de 8.114 vagas, influenciado pelo recuo do varejo. A agropecuária também apresentou saldo negativo, com fechamento de 8.378 postos de trabalho, impactado pela redução das atividades ligadas ao cultivo de soja.>
Os dados mostram ainda que as mulheres lideraram a geração de empregos em abril, com 49.857 vagas criadas, enquanto os homens registraram saldo positivo de 36.031 postos.>
Entre os estados, São Paulo teve o melhor resultado do país, com criação de 20.202 vagas formais. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 11.741 postos, e Minas Gerais, com 8.991.>
Já os piores desempenhos foram registrados em Alagoas, com fechamento de 1.505 vagas, além de Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, ambos com saldo negativo de 1.396 postos.>
O salário médio real de admissão em abril ficou em R$ 2.386,65, valor R$ 16,68 acima do registrado em março. Na comparação com abril do ano passado, o aumento real foi de R$ 42,21.>
Segundo o levantamento, trabalhadores considerados típicos receberam salário médio de R$ 2.429,79, enquanto os não típicos tiveram rendimento médio de R$ 2.047,86.>