Brasil registra oito casos de hantavirose em 2026; Ministério da Saúde confirma sete

Casos estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste, com dois registros confirmados no Paraná.

Publicado em 9 de maio de 2026 às 09:32

(As autoridades brasileiras reforçam que não há relação entre os casos registrados no país e o incidente no cruzeiro.)
(As autoridades brasileiras reforçam que não há relação entre os casos registrados no país e o incidente no cruzeiro.) Crédito: Freepick

O Brasil já contabiliza oito casos confirmados de hantavirose em 2026. Sete foram registrados pelo Ministério da Saúde e um adicional foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná.

Segundo os dados mais recentes, os casos estão distribuídos da seguinte forma:

• 2 em Minas Gerais

• 2 no Rio Grande do Sul

• 2 no Paraná

• 1 em Santa Catarina

• 1 sem unidade federativa identificada

No Paraná, os dois casos confirmados envolvem um homem de 34 anos, residente de Pérola d’Oeste, e uma mulher de 28 anos, de Ponta Grossa. O estado ainda investiga 11 casos suspeitos.

A hantavirose é uma doença rara, causada por vírus transmitidos principalmente pelo contato com secreções (urina, fezes e saliva) de roedores silvestres contaminados. Não há vacina nem tratamento específico, e a doença pode evoluir rapidamente para quadros respiratórios graves, com necessidade de atendimento médico imediato.

O aumento de atenção à doença ocorre em meio a um alerta internacional divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Pelo menos três pessoas morreram após um surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

Exames laboratoriais identificaram a cepa Andes em alguns passageiros, uma variante rara, originária da América do Sul e a única conhecida por permitir transmissão de pessoa para pessoa em contatos próximos e prolongados. A OMS e autoridades de diversos países monitoram contatos e mantêm o risco global como baixo.

As autoridades brasileiras reforçam que não há relação entre os casos registrados no país e o incidente no cruzeiro.

Recomendações

Especialistas orientam a população, especialmente em áreas rurais ou com presença de roedores, a evitar contato com esses animais e seus resíduos. Medidas preventivas incluem:

• Vedação de residências

• Armazenamento adequado de alimentos

• Uso de equipamentos de proteção em limpezas de galpões ou áreas infestadas

A doença é de notificação compulsória imediata.

Com informações do portal Metrópoles