Briga por wi-fi termina em morte e mulher é denunciada por matar o marido no Paraná

Segundo o Ministério Público, crime ocorreu dentro da casa da família, em Cafelândia, e a acusada ainda teria tentado simular uma morte acidental após o disparo.

Publicado em 3 de abril de 2026 às 10:02

Briga por wi-fi termina em morte e mulher é denunciada por matar o marido no Paraná
Briga por wi-fi termina em morte e mulher é denunciada por matar o marido no Paraná Crédito: Reprodução

Uma discussão dentro de casa, motivada por um problema envolvendo a internet e a televisão, terminou em morte na zona rural de Cafelândia, no oeste do Paraná. O Ministério Público do Paraná denunciou uma mulher de 32 anos, identificada como Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, acusada de matar o próprio marido, Valdir Schumann, de 44 anos, com um tiro de espingarda. O caso aconteceu no dia 12 de março e segue repercutindo pela gravidade das circunstâncias.

De acordo com a denúncia, o desentendimento começou enquanto a vítima assistia a um filme. A mulher teria informado que desligaria o roteador de internet e a televisão para que todos na residência fossem dormir. O homem, no entanto, não concordou com a decisão. Em meio à discussão, segundo a investigação, ela foi até outro cômodo, pegou uma espingarda e retornou ao local, efetuando o disparo que atingiu o marido. Ele morreu ainda dentro da residência.

Após o crime, a apuração da Polícia Civil aponta que a suspeita tentou construir uma versão de acidente. A cena teria sido alterada para dar a entender que a vítima manuseava a arma no momento do disparo, como se estivesse limpando o equipamento quando o tiro ocorreu. A perícia, porém, descartou essa hipótese.

O laudo da Polícia Científica identificou inconsistências importantes na versão apresentada. Entre os pontos levantados estão a ausência de sinais de disparo a curta distância e a posição do ferimento, incompatível com um suposto tiro acidental provocado pela própria vítima. Esses elementos reforçaram a linha investigativa de homicídio qualificado e fraude processual.

Outro detalhe considerado decisivo nas investigações foi o depoimento do filho do casal, de 13 anos, que teria presenciado o momento do crime. O adolescente relatou ao Conselho Tutelar que a mãe foi a autora do disparo, informação que passou a integrar o conjunto de provas do inquérito. 

Para o Ministério Público, o homicídio foi cometido por motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima, que estava desarmada. A Promotoria também sustenta que o crime ocorreu na presença do filho, agravando ainda mais a situação. Além do pedido para que a acusada responda perante júri popular, o órgão solicitou indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima. A mulher permanece presa preventivamente enquanto o caso segue em tramitação na Justiça.