Caixa coloca em leilão apartamento de Eduardo Bolsonaro no Rio após inadimplência

Imóvel em Botafogo foi retomado pelo banco após falta de pagamento do financiamento e será leiloado em agosto.

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 17:11

Imóvel em Botafogo foi retomado pelo banco após falta de pagamento do financiamento e será leiloado em agosto.
Imóvel em Botafogo foi retomado pelo banco após falta de pagamento do financiamento e será leiloado em agosto. Crédito: Reprodução 

Um apartamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), localizado em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, será levado a leilão pela Caixa Econômica Federal no próximo dia 20 de agosto. O imóvel foi retomado pelo banco após o ex-parlamentar não regularizar parcelas em atraso do financiamento, fazendo com que a propriedade fosse transferida para a instituição financeira.

O apartamento fica na Avenida Pasteur, tem 101 metros quadrados e foi avaliado pela Caixa em pouco mais de R$ 1 milhão. O lance inicial para o leilão foi fixado em aproximadamente R$ 644,3 mil.

Eduardo Bolsonaro comprou o imóvel em 2017 por R$ 1 milhão. Na época, a maior parte da aquisição foi financiada pela Caixa, por meio de um contrato de R$ 788 mil, com prazo de pagamento de 420 meses, o equivalente a 35 anos. A prestação inicial prevista era de R$ 9.743,29.

O imóvel também foi declarado pelo ex-deputado nas eleições de 2022. Na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, Eduardo informou que 80% do valor do apartamento havia sido financiado.

Em 2025, a matrícula do imóvel passou a registrar uma restrição judicial sobre os bens de Eduardo Bolsonaro. Naquele ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens do então deputado no âmbito da investigação que apura sua suposta atuação em favor da aplicação de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. Eduardo se tornou réu no processo no fim do mesmo ano.

Nesse período, o ex-deputado já havia se mudado para os Estados Unidos, onde permanece atualmente. Ele afirma ser alvo de perseguição judicial.

Pouco depois, em outubro de 2025, a Caixa iniciou as tentativas de notificação para que o financiamento fosse regularizado. Como não conseguiu localizar Eduardo Bolsonaro, a instituição recorreu à intimação por edital em novembro daquele ano.

A matrícula do imóvel não informa quando ocorreu o primeiro atraso nem o valor das parcelas em aberto. Segundo o registro, o ex-deputado não compareceu ao cartório dentro do prazo legal para quitar a dívida.

O período para regularização terminou em janeiro de 2026. Sem o pagamento, a Caixa consolidou a propriedade do apartamento em seu nome. A transferência foi registrada em cartório em 30 de março de 2026, quando o imóvel foi avaliado em R$ 1.049.061.

Com a retomada da propriedade, a instituição financeira colocou o apartamento à venda para recuperar parte do valor do financiamento não quitado.

De acordo com o edital do leilão, o imóvel possui 101 metros quadrados de área total e privativa, com um quarto, sala, cozinha, banheiro, lavabo e área de serviço.