Câmeras corporais mostram PMs intimidados por patente de tenente-coronel em caso de feminicídio

Ele está preso e responde na Justiça por feminicídio e fraude processual, embora negue envolvimento no crime

Publicado em 20 de março de 2026 às 13:29

Ele está preso e responde na Justiça por feminicídio e fraude processual, embora negue envolvimento no crime
Ele está preso e responde na Justiça por feminicídio e fraude processual, embora negue envolvimento no crime Crédito: Reprodução 

Imagens registradas pelas câmeras corporais de policiais militares que atenderam a ocorrência da morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, indicam que os agentes se sentiram pressionados pela presença e pela patente do marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.

Ele está preso e responde na Justiça por feminicídio e fraude processual, embora negue envolvimento no crime.

Os diálogos captados pelos equipamentos fazem parte de um relatório técnico anexado ao inquérito policial que investiga o caso.

De acordo com a linha do tempo registrada nas imagens, um tenente chega ao condomínio onde a vítima morava por volta das 8h14. Minutos depois, às 8h19, ele se dirige ao apartamento do casal e encontra o tenente-coronel no corredor de acesso, sem camisa e usando bermuda preta.

Pouco depois, um bombeiro socorrista entrega ao oficial uma arma que, segundo relato inicial, estaria com Gisele no momento da ocorrência.

O conteúdo reforça a apuração sobre a conduta dos envolvidos e levanta questionamentos sobre a influência da hierarquia militar no atendimento da ocorrência.

Com informações do UOL