Publicado em 5 de julho de 2026 às 14:38
O mundo do futebol acompanha com muita atenção e torcida a evolução do quadro de saúde do ex-técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira. Aos 83 anos, o comandante do tetracampeonato de 1994 permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com o boletim oficial divulgado pela assessoria da unidade médica neste domingo (5), o ex-treinador sofreu uma piora clínica significativa na última sexta feira (3) e precisou ser sedado novamente pelas equipes de saúde, voltando a depender de ventiladores mecânicos para respirar.>
A internação ganhou contornos mais delicados nas últimas 48 horas devido ao surgimento de um quadro severo de infecção pulmonar. Essa complicação acabou sobrecarregando o organismo do ex-comandante técnico, gerando uma insuficiência na função renal. Para poupar os órgãos e estabilizar o paciente, a junta médica multidisciplinar liderada por um pneumologista intensivista precisou submeter Parreira a sessões de hemodiálise (procedimento de filtragem artificial do sangue). Apesar da gravidade real e da dependência total dos aparelhos de suporte à vida, o hospital informou que ele apresenta sinais de estabilidade no momento.>
O maior desafio clínico no tratamento do ex-treinador se deve ao fato de ele já enfrentar uma batalha prévia contra o linfoma de Hodgkin. Esse tipo específico de câncer ataca diretamente o sistema linfático, que é a rede de órgãos e vasos responsável por produzir e transportar as células de defesa da nossa imunidade. A doença se desenvolve quando um linfócito sofre uma mutação maligna e começa a se multiplicar de forma desordenada, criando clones de si mesmo que avançam pelos gânglios do corpo. Estatísticas médicas apontam que o problema é mais frequente em pacientes do sexo masculino, manifestando os primeiros tumores geralmente na região do tórax e do pescoço.>
Por conta do tratamento oncológico, o sistema imunológico de Parreira já se encontrava naturalmente mais fragilizado, o que torna o combate a infecções como a pneumonia atual um processo muito mais complexo e lento. A equipe médica do Hospital Samaritano segue monitorando as reações do ex-técnico minuto a minuto na UTI, ajustando as medicações e o suporte intensivo. Ainda não há previsão de novos boletins médicos ou de alta para o ídolo do futebol nacional, que segue recebendo o carinho e as correntes de orações de torcedores de todo o país.>