Casas Bahia pede recuperação judicial após balanço registrar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões

Ação emergencial abrange nove empresas do grupo e ocorre em meio à renúncia de executivos e plano para fechar quase 300 lojas.

Publicado em 17 de agosto de 2026 às 11:00

Casas Bahia pede recuperação judicial após balanço registrar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões
Casas Bahia pede recuperação judicial após balanço registrar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões Crédito: Reprodução

Um dos maiores nomes do varejo brasileiro vive um momento decisivo em sua história. As Casas Bahia protocolaram com urgência um pedido de recuperação judicial junto ao acionista controlador e ao conselho de administração, abrangendo também nove empresas vinculadas ao grupo, como a Indústria de Móveis Bartira, a Cnova e a ASAP Log.

A medida, que busca reestruturar as finanças da gigante do setor, foi tomada para conter o impacto do ambiente macroeconômico desfavorável no país, marcado por juros elevados, crédito restrito, aumento dos custos financeiros e forte pressão sobre o consumo das famílias.

O ajuizamento da recuperação judicial ocorre em meio a uma turbulência que inclui o anúncio do fechamento de 298 filiais pelo país e a renúncia do diretor jurídico, Fábio Spina, e de dois membros do Conselho de Administração, Jackson Medeiros de Farias Schneider e Rogério Paulo Calderón Peres. O pedido foi formalizado logo após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026 publicação que já havia sido adiada por duas vezes e que revelou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões entre maio e junho, valor 18 vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior. 

Uma Assembleia Geral Extraordinária será convocada para ratificar a decisão, enquanto a companhia assegura que manterá as operações em todos os seus canais sem interromper o atendimento aos clientes.