Publicado em 3 de setembro de 2026 às 23:05
Um laudo complementar elaborado pelo Instituto de Criminalística de São Paulo descartou a hipótese de suicídio e apontou que a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi assassinada por uma segunda pessoa.>
A nova análise pericial identificou elementos na cena do crime e nas manchas de sangue que, segundo os investigadores, apresentam divergências importantes em relação à versão atribuída ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ex-companheiro da vítima.>
O oficial é réu por feminicídio e também é acusado de tentar alterar a cena para simular que Gisele teria tirado a própria vida. Conforme a acusação, ele teria colocado a arma na mão da soldado após a morte.>
As conclusões do laudo reforçam a linha investigativa de que a morte não teria sido provocada pela própria vítima. A análise dos vestígios de sangue e da dinâmica encontrada no local passou a ser considerada uma das principais peças para confrontar a versão apresentada pelo militar.>
Oficial está preso>
Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente desde março no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.>
A prisão foi mantida pelo relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Reynaldo Soares da Fonseca. Entre os fundamentos considerados para a manutenção da medida está o risco de que o acusado pudesse interferir no andamento das investigações.>
Com o novo laudo, a perícia passa a fornecer elementos adicionais para a acusação, que sustenta que Gisele foi vítima de feminicídio e que a cena do crime teria sido manipulada para dificultar a descoberta da verdadeira dinâmica da morte.>
O caso segue sob investigação e tramitação na Justiça, que deverá analisar as provas periciais e os demais elementos reunidos no processo.>
Com informações do portal UOL>