Caso Lázaro: MP devolve inquérito à Polícia Civil e pede novas investigações

O Ministério Público de Goiás apontou falhas graves no inquérito sobre a morte de Lázaro Barbosa e solicitou novas diligências, incluindo depoimentos e laudos periciais

Publicado em 4 de novembro de 2025 às 10:26

O Ministério Público de Goiás apontou falhas graves no inquérito sobre a morte de Lázaro Barbosa e solicitou novas diligências, incluindo depoimentos e laudos periciais
O Ministério Público de Goiás apontou falhas graves no inquérito sobre a morte de Lázaro Barbosa e solicitou novas diligências, incluindo depoimentos e laudos periciais Crédito: Reprodução

O Ministério Público de Goiás (MPGO) devolveu o inquérito sobre a morte de Lázaro Barbosa à Polícia Civil, apontando a falta de informações essenciais. A reabertura da investigação foi solicitada após a identificação de falhas no material, como a ausência de depoimentos de testemunhas e policiais, além da falta de laudos periciais cruciais. O caso, que envolveu mais de 20 dias de fuga e terminou com a morte do criminoso em junho de 2021, será reavaliado pela Delegacia de Investigação de Homicídios em até 80 dias.

O caso Lázaro Barbosa, que chocou o Brasil em 2021, teve novos desdobramentos após o Ministério Público de Goiás (MPGO) devolver o inquérito à Polícia Civil, apontando falhas significativas na investigação sobre a morte do criminoso. Lázaro, que foi procurado por mais de 20 dias após uma série de assassinatos, morreu em junho de 2021 durante um confronto com a Polícia Militar de Goiás (PMGO).

O MPGO destacou a falta de informações indispensáveis no inquérito, como a ausência de depoimentos dos policiais envolvidos, testemunhas, laudos periciais essenciais e registros detalhados do local da morte. Apesar de a Corregedoria da PMGO ter concluído que os agentes agiram em legítima defesa, o procedimento apresentado à Polícia Civil foi considerado incompleto e com falhas graves na apuração.

Em outubro, o MPGO pediu a reabertura das investigações, solicitando que a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios ouvisse novos depoimentos e fornecesse mais provas, como imagens de câmeras de segurança da área onde ocorreu a captura de Lázaro. O MPGO também requisitou o laudo definitivo do exame cadavérico de Lázaro Barbosa, que não foi incluído no material enviado anteriormente.

Além disso, a investigação também está focada na conduta dos policiais militares envolvidos na morte do criminoso. Lázaro foi baleado 38 vezes durante o confronto, e a perícia encontrou 14 projéteis em seu corpo. Os policiais responsáveis pela ação estão sendo investigados por sua participação na morte do fugitivo, que já havia sido acusado de assassinar quatro pessoas da mesma família em Ceilândia (DF) antes de sua fuga.

A investigação sobre o caso Lázaro seguirá sob sigilo de Justiça e a Delegacia de Investigação de Homicídios tem um prazo de até 80 dias para apresentar um novo parecer.