Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 18:18
Um esquema de pagamento a influenciadores para criticar o Banco Central veio à tona após a decisão do órgão de liquidar o Banco Master. Segundo o Estadão, as propostas partiram de André Silva Salvador, administrador de empresas e associado ao jornalista Leo Dias.
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Mensagens mostram que Salvador procurou influenciadores oferecendo dinheiro para publicações contra a liquidação do banco, decisão tomada pelo BC por falta de condições financeiras e indícios de irregularidades. Os pagamentos seriam feitos por meio da empresa UNLTD, de propriedade de Salvador, que previa cláusula de sigilo com multa de R$ 800 mil. Os valores oferecidos poderiam chegar a R$ 2 milhões, conforme o alcance das postagens.>
Nas conversas, Salvador citava parceria com Thiago Miranda, administrador de empresas ligadas a Leo Dias. Apesar disso, os contratos não foram feitos em nome das empresas do jornalista, mas pela UNLTD. Alguns políticos e influenciadores foram procurados, mas recusaram participar.>
O movimento ganhou força após um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, questionar a decisão do Banco Central e abrir uma fiscalização sobre o caso. Influenciadores contratados usaram essas declarações para levantar dúvidas sobre a legalidade da liquidação do banco.>
Dias depois, o ministro recuou da fiscalização individual e enviou o caso para análise do plenário do TCU. A atuação gerou reação política: o senador Alessandro Vieira acionou a Procuradoria-Geral da República, pedindo investigação por possível abuso de autoridade e interferência indevida.>