Chileno é preso no Brasil após ataques racistas e homofóbicos em voo internacional

Passageiro também tentou abrir porta da aeronave durante trajeto entre São Paulo e Frankfurt

Publicado em 16 de maio de 2026 às 10:16

Chileno que teria praticado ofensas racistas e homofóbicas.
Chileno que teria praticado ofensas racistas e homofóbicas. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Um cidadão chileno foi preso nesta sexta-feira (15) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, após praticar ofensas racistas e homofóbicas contra integrantes da tripulação e passageiros de um voo internacional da Latam Airlines.

O caso ocorreu no dia 10 de maio, durante o voo LA8070, que fazia a rota entre São Paulo e Frankfurt, com escala em Santiago.

Segundo os relatos, o passageiro também tentou abrir uma das portas da aeronave durante o trajeto. Ele foi contido pela tripulação e, nesse momento, passou a fazer insultos de teor racista e homofóbico, situação que teria sido registrada em vídeo.

Após denúncias feitas pelas vítimas à Polícia Federal, a Justiça Federal expediu uma ordem de prisão preventiva. O homem foi localizado quando retornava de Frankfurt e fazia conexão no Brasil.

Em nota, a Latam afirmou que repudia atos de violência, discriminação, racismo, xenofobia e homofobia, além de informar que está colaborando com as investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras.

A companhia também alertou para o aumento de casos envolvendo passageiros considerados “disruptivos”, incluindo agressões físicas e verbais, intoxicação a bordo, ameaças falsas e atitudes que colocam em risco a segurança operacional dos voos.

O caso acontece em meio ao endurecimento das regras brasileiras contra passageiros indisciplinados. Em março deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil publicou a Resolução nº 800/2026, que prevê punições como multas de até R$ 17,5 mil, retirada compulsória da aeronave e até suspensão do direito de utilizar transporte aéreo por até 12 meses em casos considerados gravíssimos.

Além das sanções administrativas, ofensas racistas também podem gerar responsabilização criminal no Brasil. A Lei nº 14.532/2023 passou a enquadrar a injúria racial na Lei do Racismo, com pena de dois a cinco anos de prisão e multa.

O Supremo Tribunal Federal também reconhece que ataques contra pessoas LGBTQIA+ podem ser enquadrados como formas de discriminação racial.