Publicado em 29 de agosto de 2025 às 17:41
Uma temporada no continente europeu vai além de aprender um novo idioma ou visitar cartões-postais. Outro impacto surge nas interações do cotidiano, quando comportamentos distintos revelam tradições inesperadas e exigem dos brasileiros um olhar atento para lidar com situações fora da sua zona de conforto. >
Em ambientes multiculturais, como os colivings , esse choque é potencializado, pois a rotina compartilhada expõe costumes de várias nacionalidades no mesmo espaço. Assim, viver fora do país se transforma em uma experiência que desafia percepções e amplia formas de convivência. >
A seguir, conheça hábitos europeus que surpreendem os brasileiros! >
Uma pesquisa da Haaus, empresa de colivings na Espanha, mostrou os principais hábitos de diferentes nacionalidades europeias que causam surpresa para os brasileiros. Na Espanha, por exemplo, a famosa “siesta” ainda faz parte da rotina em várias cidades. >
Não é raro que supermercados e lojas fechem por duas ou até três horas após o almoço, algo que causa estranhamento em brasileiros acostumados a ter comércio funcionando sem longas pausas durante o dia. “Já aconteceu de hóspedes brasileiros planejarem cozinhar algo no meio da tarde e se surpreenderem ao encontrarem tudo fechado, desde padarias até farmácias”, relata Joaquín Rubio co-fundador e CEO da Haaus. >
Quando os colegas de casa são alemães, a rigidez com a pontualidade é um traço que chama a atenção logo nos primeiros dias: chegar um minuto atrasado já pode ser interpretado como desrespeito. Essa característica, que, para brasileiros, soa um tanto exagerada, reflete a valorização da disciplina e da organização no cotidiano do país. >
Com os vizinhos holandeses, o que mais chama a atenção é a hora de dividir a conta. O hábito de calcular cada centavo, mesmo em jantares entre amigos, é motivo de riso e comentários entre os hóspedes brasileiros. Se, no Brasil , muitas vezes um integrante paga a conta inteira e resolve depois, por lá o costume é garantir que ninguém pague nem um euro a mais. >
Outro exemplo vem da Itália, mas também comum na Espanha : para os italianos, jantar antes das 20h é algo inconcebível e quase ofensivo. Restaurantes que abrem as portas cedo são vistos como “para turistas”. Assim, não é incomum que brasileiros hospedados em colivings se vejam famintos no fim da tarde, sem encontrar muitas opções abertas até a noite cair. >
Essas situações, que podem parecer banais em seus países de origem, ganham outro peso quando vividas em uma casa compartilhada, onde as culturas se misturam diariamente. O espaço coletivo, de acordo com a Haaus, acaba se tornando uma espécie de “sala de aula informal”, onde cada hábito vira aprendizado e, muitas vezes, piada interna entre os moradores. >
Do choque inicial com a rotina europeia até a adaptação ao novo ritmo de vida, as experiências revelam como morar em comunidade vai muito além de dividir um teto: é um mergulho na multiculturalidade. E, para os brasileiros, esse contato direto com costumes diferentes é parte fundamental da jornada de quem escolhe viver um período fora do país. >
Por Flávia de Castro >