Ciclone e frente fria deixam morto, feridos e rastro de destruição no Sul e Sudeste

Mais de 100 municípios gaúchos registraram danos, enquanto estados seguem em alerta para ventos intensos.

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 15:31

Mais de 100 municípios gaúchos registraram danos, enquanto estados seguem em alerta para ventos intensos.
Mais de 100 municípios gaúchos registraram danos, enquanto estados seguem em alerta para ventos intensos. Crédito: Reprodução 

A passagem de um ciclone extratropical pela costa brasileira, combinada com o avanço de uma frente fria, provocou mortes, feridos e prejuízos em diferentes estados do Sul e Sudeste do país. No Rio Grande do Sul, uma pessoa morreu, outras cinco ficaram feridas e mais de 100 municípios registraram danos causados pelos ventos e pelas fortes chuvas.

Os alertas para ventos intensos permanecem em vigor nas faixas litorâneas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os avisos foram emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e seguem válidos até a noite desta sexta-feira.

No Rio de Janeiro, a capital entrou em estado de atenção. A Defesa Civil enviou um novo alerta extremo aos moradores por volta das 12h35, orientando a população a antecipar o retorno para casa diante do risco de tempestades e rajadas de vento. O governo estadual decretou ponto facultativo, enquanto gabinetes de crise foram instalados tanto no Rio quanto em São Paulo para monitorar a situação.

No litoral paulista, as rajadas ultrapassaram os 100 km/h. Já no Rio Grande do Sul, os ventos passaram dos 120 km/h. A única morte confirmada até o momento foi a de um motociclista atingido pela queda de uma árvore em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Os cinco feridos foram registrados nos municípios de Dom Feliciano, Osório e Novo Hamburgo.

Apesar da intensidade dos estragos, a Defesa Civil explica que o ciclone não atingiu diretamente os estados. Os impactos ocorreram de forma indireta, com a formação de áreas de instabilidade sobre o continente durante o deslocamento do sistema pelo oceano. A atuação simultânea de uma frente fria também contribuiu para agravar o cenário.

O momento mais crítico foi registrado entre a tarde e a noite de quinta-feira, quando um tornado atingiu o município de Pedro Osório, no sul gaúcho. Casas tiveram os telhados arrancados e equipes da prefeitura seguem levantando os prejuízos. Até o momento, não há registro de vítimas na cidade.

Em Porto Alegre, os ventos chegaram a 120,4 km/h, provocando quedas de árvores e dezenas de destelhamentos. Em Canoas, uma árvore bloqueou uma avenida após rajadas de 113 km/h. Também foram registradas velocidades superiores a 100 km/h em Parque Eldorado, Arroio Grande e Charqueadas.

Os temporais também causaram prejuízos em Pelotas. Parte do muro do Presídio Regional desabou após a chuva, enquanto uma árvore caída na zona rural interrompeu a passagem de um ônibus por horas. As aulas da rede municipal e os atendimentos nas unidades básicas de saúde foram suspensos. Segundo a Polícia Penal, ninguém ficou ferido e a segurança do presídio foi reforçada.

De acordo com o balanço mais recente da Defesa Civil, 105 municípios gaúchos relataram algum tipo de dano. Ao todo, 1.802 pessoas estão desalojadas. As cidades com maior número de moradores afetados são Novo Cabrais, Eldorado do Sul, Nova Hartz, Novo Hamburgo, Portão, Sapiranga e São Leopoldo.