Publicado em 22 de outubro de 2026 às 13:35
O Brasil busca preservar a certificação de território livre da circulação endêmica do sarampo, recuperada em novembro de 2024. Contudo, nenhum estado do país conseguiu alcançar a meta de imunizar 95% das crianças de até 2 anos com as duas doses da vacina tríplice viral. Atualmente, a cobertura nacional completa para o esquema de duas doses permanece abaixo dos 80%.>
De acordo com o Ministério da Saúde e especialistas, o patamar de 95% é o índice necessário para garantir a imunidade coletiva e impedir a transmissão sustentada do vírus. Em 2026, os melhores índices de cobertura vacinal foram registrados no Paraná (86,76%), Ceará (86,69%) e Minas Gerais (86,05%). Na outra ponta, os piores resultados ocorreram no Amapá (63,59%), Pará (67,02%), Maranhão (69,66%) e Rio de Janeiro (69,74%).>
Na América do Sul, o Peru já contabiliza cerca de 3 mil casos da doença, e a Bolívia enfrenta situação de descontrole sanitário. Diante do risco de transmissão pelas divisas territoriais, o Ministério da Saúde reforçou as ações de imunização e vigilância nos municípios do oeste do Amazonas que fazem fronteira com o Peru.>
Nos Estados Unidos, a queda nos índices de imunização resultou em mais de 3,6 mil infecções e cinco mortes em 2026, levando o estado de Nova York a decretar estado de emergência. No Brasil, embora a transmissão sustentada esteja interrompida desde junho de 2022, foram confirmados 39 casos em 2025 e pouco mais de 50 infecções importadas em 2026, concentradas principalmente no estado de São Paulo.>
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, garante de 94% a 96% de proteção na primeira dose e mais de 97% de eficácia após a segunda aplicação. Especialistas alertam que a formação de "bolsões" de pessoas desprotegidas permite que casos trazidos do exterior desencadeiem novas cadeias de contágio.>
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio da fala, tosse ou espirro de infectados. Além de febre alta e manchas vermelhas na pele, o vírus pode causar complicações graves como pneumonia, otite e encefalite. A doença também provoca a chamada "amnésia imunológica", deixando o organismo vulnerável a outras infecções por vários meses.>