Condenação de Pablo Marçal por golpes bancários volta a circular nas redes

Influenciador foi condenado em 2010 a quatro anos e cinco meses de prisão, mas não cumpriu a pena após o reconhecimento da prescrição em 2018

Publicado em 19 de outubro de 2026 às 20:57

Pablo Marçal
Pablo Marçal Crédito: Reprodução

A notícia sobre a condenação do empresário e influenciador Pablo Marçal por envolvimento em fraudes bancárias voltou a circular nas redes sociais. O caso ocorreu em 2005, quando ele tinha 18 anos, e voltou ao debate público em meio à sua atuação política como aliado e coach do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Marçal foi preso temporariamente durante a investigação de um esquema que desviava dinheiro de contas bancárias por meio de programas maliciosos enviados pela internet. Em 2010, a Justiça Federal o condenou a quatro anos e cinco meses de prisão por furto qualificado.

Segundo os registros do processo, o influenciador atuava na coleta de endereços de e-mail e no envio de mensagens utilizadas para disseminar programas capazes de capturar informações bancárias. Ele também teria realizado a manutenção dos computadores usados pelos integrantes do esquema.

A investigação apontou que os dados obtidos eram utilizados para realizar operações bancárias fraudulentas. Marçal afirmou, durante o processo, que trabalhava com manutenção de computadores e alegou não ter conhecimento da dimensão das atividades criminosas.

Apesar da condenação, ele não cumpriu a pena. Em fevereiro de 2018, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reconheceu a prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de furto qualificado, considerando o tempo transcorrido no processo e o fato de Marçal ter menos de 21 anos à época dos acontecimentos. Com isso, a punição não pôde ser executada.