Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 12:44
A atuação de um amplo sistema meteorológico deve manter o tempo instável na maioria do país nos próximos dias. Um corredor de umidade, associado à Zona de Convergência do Atlântico Sul, continua favorecendo a formação de nuvens carregadas que se espalham do Norte ao Sudeste, elevando o risco de chuvas intensas, alagamentos e deslizamentos.>
Mesmo com sinais de enfraquecimento a partir de terça-feira (10), o cenário ainda inspira atenção. A atmosfera permanece carregada de umidade, o que deve prolongar as precipitações até pelo menos sexta-feira (13), com possibilidade de pancadas volumosas e temporais isolados. Imagens recentes de satélite já indicam instabilidades avançando por extensas áreas do território nacional.>
Diante do quadro, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de perigo para estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. Nessas regiões, os volumes de chuva registrados nos últimos dias já superaram a média esperada para o mês em diversos pontos, especialmente na Costa Verde fluminense, áreas serranas, Zona da Mata mineira e no norte paulista, incluindo o litoral.>
Capitais sentem os impactos>
Os efeitos do mau tempo são mais evidentes nos grandes centros urbanos. Em São Paulo, a previsão indica acumulados que podem chegar a 40 milímetros nesta segunda-feira, com temperaturas mais amenas e máximas próximas dos 25 °C. Na Região Metropolitana, o transbordamento de córregos e a interrupção temporária da circulação de trens já foram registrados por conta do excesso de água.>
No Rio de Janeiro, a situação é considerada ainda mais delicada. A capital fluminense pode receber cerca de 50 milímetros de chuva, aumentando o risco de ocorrências em áreas vulneráveis. No Norte e Nordeste, cidades como São Luís, Fortaleza e Belém também entram na rota das instabilidades. A capital paraense, inclusive, enfrentou fortes tempestades no fim de semana, com diversos pontos de alagamento.>
Enquanto isso, o tempo tende a permanecer mais estável apenas em áreas pontuais do país, como o extremo Norte, partes do interior do Nordeste e o Sul. Entre o Rio Grande do Sul e o Paraná, a previsão indica chuva fraca ou volumes pouco expressivos. Em Curitiba, por exemplo, os acumulados não devem ultrapassar 15 milímetros.>