Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 17:18
Crianças desaparecidas em Bacabal: mistérios persistem após 18 dias de buscas
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O desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completa 18 dias nesta quarta-feira (21) sem qualquer resposta concreta. Os irmãos sumiram no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão, e, apesar de uma grande força-tarefa, nenhum vestígio foi encontrado até o momento.>
As buscas mobilizam mais de 500 pessoas, incluindo bombeiros, policiais, mergulhadores e voluntários. A operação já percorreu mais de 3.200 km², com varreduras terrestres, fluviais e uso de sonar no Rio Mearim, que corta a região onde as crianças desapareceram. Mesmo assim, não há pistas sobre o paradeiro dos irmãos.>
Principais dúvidas do caso>
As investigações seguem concentradas em cinco pontos centrais:>
1. Onde estão as crianças?>
Não há confirmação se Ágatha e Allan ainda estão na mata, se chegaram ao Rio Mearim ou se deixaram a área inicialmente delimitada. Todas as linhas seguem abertas.>
2. Onde ocorreu a separação do primo?>
Anderson Kauan, de 8 anos, relatou que se separou dos primos no terceiro dia, quando decidiu seguir sozinho pela mata. No entanto, falhas de memória do menino impedem a identificação exata do local, informação considerada crucial para definir o raio das buscas.>
3. O que aconteceu após a última noite na “casa caída”?>
A polícia acredita que as crianças passaram pelo menos duas noites juntas em uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”. A partir dali, não se sabe qual caminho seguiram ou se buscaram outro abrigo.>
4. A área de buscas está correta?>
Sem a definição precisa do ponto de separação e do trajeto percorrido, não há garantia de que a área já vasculhada corresponda ao local onde as crianças estiveram pela última vez.>
5. Por que nenhum vestígio foi encontrado?>
Mesmo com uma operação de grande porte, nenhum objeto, roupa, rastro ou sinal recente das crianças foi localizado, o que torna o caso ainda mais intrigante.>
A Polícia Civil do Maranhão mantém o inquérito em andamento e afirma que nenhuma hipótese foi descartada até o momento.>
Denúncia no Pará é descartada>
Uma denúncia recebida pela Polícia Civil do Pará, na terça-feira (20) foi descartada após investigação. A informação indicava que Ágatha e Allan estariam com uma mulher em um hotel de Água Azul do Norte (PA), a cerca de 692 km de Bacabal.>
Após diligências no local, os investigadores confirmaram que não havia qualquer ligação com o caso. A denúncia partiu de um homem que disse ter visto uma mulher acompanhada de duas crianças com características semelhantes às dos irmãos.>
Depoimento do primo>
Anderson Kauan foi encontrado no dia 7 de janeiro por um carroceiro, em um matagal, a cerca de 4 km do ponto onde as crianças desapareceram. Ele estava sem roupas, com sinais de desnutrição e perdeu cerca de 10 kg durante os três dias em que permaneceu na mata.>
Em depoimento, o menino contou que o grupo se perdeu ao sair para procurar um pé de maracujá. Segundo o delegado Ederson Martins, responsável pelo caso, os três ficaram juntos por pelo menos duas noites, abrigados na “casa caída”.>
No terceiro dia, Anderson decidiu seguir sozinho. De acordo com o relato, Ágatha e Allan estavam cansados e queriam parar de caminhar.>
“Ele queria achar a saída. Estava perdido”, explicou o delegado.>
Ainda não é possível estimar quanto tempo Anderson caminhou sozinho antes de ser encontrado. Ele recebeu alta hospitalar na terça-feira (20), e exames descartaram qualquer indício de abuso sexual.>